Treinador do Corinthians elogia Breno Bidon, explica dupla como titular e fala sobre retornos
- Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão
O Corinthians enfrentou o São Paulo na noite da última quinta-feira (20), na Neo Química Arena, em clássico Majestoso válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, e triunfou pelo placar de 3 x 1. Os atacantes Yuri Alberto (duas vezes) e Memphis Depay marcaram os gols do Alvinegro. Com o resultado, a equipe corinthiana saltou para o décimo lugar com 45 pontos (12 vitórias, nove empates e 13 derrotas).
O técnico Dorival Júnior concedeu entrevista coletiva após a partida e foi questionado sobre as últimas partidas do meio-campista Breno Bidon. Revelado na base corinthiana e no elenco profissional desde os primeiros meses de 2024, o camisa 27 vem evoluindo cada vez mais de desempenho, principalmente quando atua na função de meia, substituindo Rodrigo Garro. Ele atua com mais frequência como segundo/terceiro homem de meio-campo.

O comandante elogiou as partidas do atleta desde sua chegada ao Corinthians, na reta final de abril deste ano e enalteceu a evolução do jogador: “Olha, sinceramente comigo, ele tem feito muito mais partidas positivas do que negativas. Eu acho que ele percebeu que é um processo, que ele precisa acelerar isso. Ele tem capacidade, ele tem qualidades e condições para poder em determinados momentos, ser sim o principal articulador, ser um jogador que nos dê essa estabilidade de meio campo. Ele conseguiu apresentar isso em muitos momentos da partida de hoje. Eu acho que nós temos que ter muita paciência. Na minha opinião, o jogador completa uma formação entre 80 e 120 partidas quando são garotos, que venham buscando uma formação, buscando uma regularidade dentro de uma carreira.”
Tomando como exemplo Breno Bidon, Dorival citou o processo de formação dos jovens no futebol brasileiro e também comentou sobre outros jovens das categorias de base do Corinthians, como Dieguinho, Gui Negão, André e Felipe Longo: “Eu acho que a grande maioria dos jogadores leva esse tempo, leva esse período e é um processo natural. que ele também vem vivendo. Eu acho que passando por essa situação, com momentos muito mais positivos, pontualmente, em muitas partidas, do que negativas. E eu acho que isso é um aspecto importante e nós temos que valorizar. muito, porque é um garoto que ainda pode crescer, pode evoluir, e ele vem apresentando a cada momento uma condição um pouco diferente. Dá uma oscilada em determinados momentos como a nossa equipe e como muitas equipes oscilaram ao longo da competição.”
“Hoje, se nós pararmos para ver, nós temos três, quatro equipes brigando numa condição diferenciada na parte de cima da tabela, umas oito equipes brigando numa situação intermediária. E temos mais algumas equipes brigando em uma situação um pouco mais difícil. Então é para vocês verem o equilíbrio que existe dentro da nossa competição. E sendo Corinthians. Uma equipe que o nível de exigência é sempre muito alto. Nós não temos tido a possibilidade de contratações, tanto em janeiro quanto na janela do meio do ano. Eu fico muito satisfeito com o que eu estou vendo, porque até então, há pouco tempo, ninguém falava de Gui Negão, ninguém falava de Dieguinho ninguém falava do André, enfim, e outros mais. O Felipe Longo, estreando como goleiro“, continuou.
Posteriormente, voltou a falar sobre seu trabalho no Corinthians, ressaltando as dificuldades vividas nesse período. Ele acredita que uma maior regularidade em resultados e desempenho não foi possível pela necessidade de mudanças na equipe de um jogo para o outro.
“Então, assim, eu acho que é um trabalho muito justo em razão de tudo que vem acontecendo com a nossa equipe. podem ter certeza que isso vai nos dar uma segurança para o ano que vem. Eu acho que nós vamos sair muito mais fortalecidos e na expectativa que possamos melhorar a cada momento. Eu acho que esse é um processo que todas as equipes passam. E o Corinthians tem apenas um ano. de formação desse grupo, dessa equipe. num processo ainda de um conhecimento natural. e que, com certeza, terão possibilidades de um crescimento ainda maior.”
“A partir do momento que encontremos uma regularidade, o que ainda não foi possível. ao longo de uma competição tão difícil, tão complicada, com muitos jogadores lesionados, com a perda de muitos valores, e que em muitos momentos eu não consigo colocar a equipe que nós queremos em campo. Dessa vez mesmo, em dois treinos, nós tivemos que tomar uma decisão com relação a Raniel e Maycon. Então, assim, para vocês verem que é do dia para a noite essas situações acontecem. como o próprio Hugo que você acabou citando aí um pouquinho antes”, complementou.
Dorival Júnior também falou sobre o retorno do jovem atacante Gui Negão à titularidade da equipe após pouco mais de um mês. O camisa 56 perdeu espaço entre os 11 iniciais principalmente depois das recuperações de lesão dos atacantes Yuri Alberto e Memphis Depay. Até o momento, o jovem marcou cinco gols como profissional.
“Não, mas ele tem que entender dessa forma. Ele tem que entender que ele é um jogador titular, assim como nós ganhamos uma possibilidade muito importante, que foi o Dieguinho na partida seguinte. Dentro daquilo que nós pensamos e avaliamos para a partida de hoje, o ideal seria ser o Gui voltando. E é um jogador que está treinando, trabalhando, continua fazendo da mesma forma. Hoje teve novamente uma oportunidade, aproveitou muito bem. Dieguinho, na partida anterior, foi muito bem também.”
“Então, essa cautela, essa calma, dando possibilidades e condições dentro das necessidades de cada partida, dentro das possibilidades que percebemos de cada partida. Hoje era um jogo para o Gui. E eu tinha certeza e convicção que ele poderia se dar muito bem. Nos ajudou demais. É isso que nós queremos de todos, que estejam preparados para que, em todos os momentos, estejam ali apertando aqueles que, teoricamente, estejam com a titularidade momentânea, mas que não abaixem a guarda em sentido nenhum, até porque se estão aqui é porque possuem qualidades.”
O comandante também respondeu sobre o motivo da escolha do zagueiro João Pedro Tchoca entre os titulares. Na última partida, diante do Ceará, em casa, no Brasileirão, Dorival optou por escalar André Ramalho, voltando de lesão, no lugar do jovem que, até então, vinha de seis partidas seguidas atuando 90 minutos entre os titulares – sua maior sequência no time principal do Corinthians até então.
“Eu acho que a exigência da partida dentro daquilo que nós observamos eu tinha eu tinha falado com relação ao Ramalho e naturalmente ele fez um esforço muito grande e é um cara que se dedica muito pelo pela equipe. Continua sendo um dos titulares da equipe. O João vem ocupando um espaço importante, vem evoluindo, vem crescendo. Eu considero que essa disputa é necessária, ela é interessante. Não descarto nenhum dos jogadores que aqui estão. Cacá, da mesma forma, na última partida que esteve em campo, uma excelente partida. Então, é isso que nós queremos. Aparecer a oportunidade e a gente vai, ocupa o nosso espaço, deixa o nosso recado e a preocupação na cabeça do treinador, que tem que se virar para definir aquilo que seja conveniente, necessário e adequado para a partida”, ponderou.
Dorival Júnior também celebrou os retornos do volante André Luiz (recuperado de uma entorse no tornozelo) e do meia Vitinho (cirurgia no joelho direito) após pouco mais de um mês sem entrarem em campo.
“Eu acho que ajudaram bastante os jogadores que nós estávamos na expectativa de um retorno. Vitinho poderia até ter iniciado a partida, mas em razão das perdas que nós tivemos, eu acabei mudando a escalação inicial. Mas é um jogador que já vem mostrando algumas coisas muito interessantes e importantes para a gente. Eu espero que ele continue dessa forma. André voltou novamente. Dentro. dentro de uma condição normal. demos o tempo necessário para uma recuperação. É um garoto que vem ganhando espaço, ganhando oportunidades, e pelo trabalho e pela dedicação dele, vem acontecendo positivamente dentro da nossa equipe.”
Por fim, entrou novamente no tema de planejamento para a temporada 2026, quando questionado sobre reforços. Vale ressaltar que, atualmente, o Corinthians está impedido de realizar e registrar possíveis novas contratações devido a um transferban na Fifa por uma uma dívida junto ao Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro equatoriano Félix Torres, em janeiro de 2024.
Ele também respondeu sobre eventuais vendas de atletas. O Corinthians tem, atualmente, João Pedro Thoca, Breno Bidon, Yuri Alberto e Gui Negão como potenciais vendas e renda de lucro ao clube.
“A necessidade é uma coisa, a possibilidade é outra. A necessidade nós temos, possibilidade nesse momento, não. Então, quando eu percebi que tudo isso vinha acontecendo, nós intensificamos a nossa aproximação com a base. E com isso nós começamos a buscar ali algumas possibilidades, alguns jogadores que estão nos dando um retorno importante. É o ideal? Foi dessa forma? Eu acho que é uma pergunta que fica seria o ideal nesse momento de dificuldades que nós tivemos. de repente optaram pela base, ninguém sabe. O importante é que alguns jogadores estão começando a nos dar uma resposta, estão começando a alcançar e encontrar um espaço dentro da equipe, preenchendo essa condição.”
“Vendas possivelmente devam acontecer, sempre acontece isso, nós temos que estar preparados para uma reposição. Eu sei que nesse momento não está estamos tendo essa condição, mas nós confiamos que com uma mudança e a expectativa futura é que o clube possa estar novamente dentro de uma normalidade no mercado, optando pelas melhores possibilidades possíveis”, finalizou.
O Corinthians, agora, segue focado na competição nacional. No próximo domingo (23), às 20h30 (de Brasília), o Alvinegro visitará o Cruzeiro, no Estádio do Mineirão, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, em uma prévia dos dois jogos das semifinais da Copa do Brasil.
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