Maior técnico dos primeiros 100 anos do Corinthians, Oswaldo Brandão falecia há 33 anos
- Por Nágela Gaia e Anthonio Delbon / Redação da Central do Timão
Comandante do título do ‘Fim da Fila’, no Paulista de 1977, o técnico Oswaldo Brandão, com cinco passagens pelo Corinthians, falecia em 29 de julho de 1989.

Mais do que títulos, homenagens e livros, Oswaldo Brandão merece a eterna gratidão da Fiel torcida. Foi, sem dúvida, o maior técnico dos primeiros 100 anos da história do Corinthians – e, não fossem os feitos de Tite, certamente seria unanimidade entre quem conhece a história do clube. O paletó de ambos os gaúchos é um dos tantos pontos de contato entre dois treinadores carismáticos, conhecedores e vencedores.
Oswaldo Brandão treinou o Corinthians em 435 oportunidades (1954/58, 1964/66, 1968, 1977/78 e 1980/81), tornando-se o técnico com mais números de jogos pelo Alvinegro paulista.
Em retrospecto, Brandão comandou craques como Cláudio, Luizinho, Baltazar, Gylmar e Roberto Belangero até Dino Sani, Mané Garrincha, Rivellino e, mais tarde, Palhinha, Basílio e Sócrates.

Nascimento 18 de setembro de 1916, Taquara, RS
Falecimento 29 de agosto de 1989, São Paulo/SP (foto reprodução)
Mais que um mero treinador vencedor, campeão por onde passou, Brandão, para o corinthiano e para a história do futebol, é um ícone, tanto dos dourados anos 50 quanto do simbólico ano de 1977. Tanto do Timão quanto de seu maior rival. Tanto do Brasil quanto da Argentina, onde foi campeão nacional pelo Independiente em 1967.
Uma das efêmeras homenagens que o treinador obteve postumamente, ocorreu em 2009, com a criação de uma taça com seu nome a ser disputada em todo confronto entre Corinthians e Palmeiras. A estreia da disputa coincidiu com o épico gol de estreia de Ronaldo Fenômeno, de cabeça, após cruzamento de Douglas. Inesquecível, com a benção de Brandão.
Além dos títulos do Campeonato Paulista em 1954 e o Rio-São Paulo de 1954 e 1966, Oswaldo Brandão foi responsável por comandar a equipe que conquistou o histórico título do Campeonato Paulista em 1977.