Lucas Piccinato projeta jogos do Corinthians no Pacaembu e explica ausência de reforço no Derby
- Por Daniel Keppler / Redação da Central do Timão
Na manhã deste domingo, 3, o Corinthians Feminino voltou a campo após a pausa no calendário para a disputa da Copa América de seleções. Pela quinta rodada do Campeonato Paulista, as Brabas receberam o Palmeiras no Parque São Jorge e, em partida equilibrada, venceram o Derby por 1 x 0. O único gol alvinegro foi marcado por Gabi Zanotti.
Após a partida, o técnico Lucas Piccinato atendeu a imprensa na zona mista, onde celebrou o resultado como importante para as pretensões do time no estadual. Além disso, também foi questionado sobre o mata-mata no Campeonato Brasileiro, onde o Corinthians enfrentará o Bahia, mas não poderá atuar na Fazendinha, por limitações do regulamento. O treinador criticou a norma:

“É o Campeonato Brasileiro, né? A gente, pelo maravilhoso regulamento da CBF, que proíbe as equipes jogarem em estádios com uma capacidade menor de 10 mil pessoas, num campeonato que, se eu não me engano, não teve nenhum jogo com mais de 10 mil pessoas na primeira fase, a gente não pode jogar onde a gente manda os jogos, que é aqui. Por questões burocráticas, a gente também não pode jogar na Neo Química, e entre Canindé e Pacaembu, a gente optou por um estádio onde o torcedor corinthiano já foi muito feliz, e retomar a nossa equipe feminina lá.”
Ele prosseguiu sobre o tema. “Eu acho que vai ser um momento que a gente pode angariar torcedores, encher o estádio, e fazer uma bela festa nesses dois jogos que a gente vai enfrentar dentro do Pacaembu. Preparação não muda muito, porque o gramado, mesmo sintético, é muito bom. A gente vivenciou isso contra o Inter na primeira fase, e acho que a gente fez um jogo muito coerente. Acho que estamos prontos para todas as adversidades que podem vir”, disse.
Piccinato também elogiou o Bahia, adversário nas quartas de final do Brasileirão: “Tô projetando um jogo muito duro. Nosso confronto (na 1ª fase) teve um placar elástico, mas acho que ele não representou o que o Bahia fez na primeira fase, foi uma equipe que fez jogos duros contra todas as equipes da parte de cima da tabela. Contente que as meninas possam estar de volta pra gente poder ter o elenco completo. E aí a gente vai trabalhar durante a semana pra ver quem está em melhor condição pra entregar o melhor jogo possível.”
Por fim, o treinador explicou qual pendência impediu o registro da atacante Ivana Fuso a tempo de atuar neste domingo. “É uma questão burocrática de dentro do clube, até maior do que a questão burocrática dentro do clube. Porque é uma atleta estrangeira, que tem cidadania brasileira, então diferente das atletas estrangeiras que vem com RNE, ela tem que fazer o RG. Então tem todo um processo burocrático que a gente está tentando acelerar o mais rápido possível para que ela possa estar em campo o mais rápido possível”, afirmou.
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