“Gostava tanto de você” – torcedor perde seu companheiro de bancada e emociona com homenagem
Beto faleceu no último dia 20, vítima de complicações hepáticas. Como seu desejo, foi sepultado com a camisa e a bandeira do Timão que o acompanharam por toda sua vida

Eles se conheceram em 2000, quando André começou a namorar Mariana, filha de Beto. O Corinthians facilitou as coisas. Time do coração de André e Beto, abriu o primeiro sorriso e desde então eles se tornaram os melhores amigos.
José Roberto Vieira de Brito, ou simplesmente Beto, como gostava de ser chamado, 64 anos, casado, pai de dois filhos, avô de Luísa e Andrezinho, sogro de André Sans, corinthiano. Há sete dias que ele perdeu a luta pela vida, por complicações do fígado.
Beto sempre foi fanático, viajava o Brasil quando mais novo acompanhando o Corinthians. Esteve, inclusive, na invasão do Maracanã contra o Fluminense. Incontáveis jogos no Pacaembu e Morumbi. Mas dizia que nada como a primeira vez que entrou na Arena. Olhava para aquele estádio lindo e chorava como criança.

“Ele sempre chorava de emoção na Arena”, revela André, seu genro e companheiro de bancada, que agora busca relembrar histórias para sorrir outra vez. Como a história do trem.
“Como eu estava trabalhando, pegaria o trem em uma estação diferente da dele. Combinamos de ele aparecer na porta pra eu saber que ele estava no trem e entrar. Marcamos que ele estaria no último vagão, e que apareceria na porta pra irmos juntos. Pois bem, nada dele aparecer … passou um, dois trens e nada. Daqui a pouco ele me liga dando risada, dizendo que já estava em Itaquera. Que dormiu no trem, só acordou em Itaquera. Fiquei bravo com ele, mas quando cheguei em Itaquera ele estava rindo, e não tinha como ficar bravo com ele. Ele adorava comer nas barracas próximas do estádio. O lanche de pernil era o preferido dele“, lembra André.

No final de 2019, quando Beto adoeceu, o genro comprou a camisa das invasões e personalizou com o nome de Beto.
“Fui no último jogo da Arena com ela. Como ele estava doente, não pode ir comigo. Mas eu disse que ele estaria comigo, na camisa com o nome dele. Só que eu pensava que ele poderia se recuperar, e voltar a ir comigo nos jogos. Hoje essa camisa é minha maior relíquia. É com ela que sentirei ele sempre comigo na Arena daqui pra frente”, conta.

No último dia 20, após lutar durante meses pela vida, Beto não resistiu. Tudo seguiu conforme seu desejo: foi sepultado vestido com sua camisa e a bandeira do Corinthians sobre seu corpo.
André fez um vídeo emocionante em homenagem a Beto, usando vídeos e fotos que tiraram em jogos do Corinthians e publicou em sua página no Facebook.
Na legenda diz: “Como dói não ter você aqui. O que conforta é a lembrança dos bons momentos. Só a gente sabe de como nos divertimos nos inúmeros jogos que fomos na Arena. Te amo, meu queridão.“
Veja o vídeo da homenagem. Na galeria, mais abaixo, fotos de momentos que eternizaram o amor entre André e Beto. Pelo Corinthians e por Mariana.


Beto e Mariana – Foto: acervo pessoal 
Foto: acervo pessoal

Foto: acervo pessoal
Por Nágela Gaia / Redação da Central do Timão
