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Gerente responsável pela vinda de empresa de segurança irregular trabalhando no Corinthians; clube se posiciona

28/05/2026 Por Fabio Luigi
Gerente responsável pela vinda de empresa de segurança irregular trabalhando no Corinthians; clube se posiciona
  • Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

 

O episódio da contratação de uma empresa de segurança irregular para prestar serviços ao Corinthians ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (28). Isso porque, segundo informação divulgada inicialmente pelo ge.globo, Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, responsável pela criação da Mega Assessoria Operacional Ltda, em julho de 2025, segue trabalhando no Corinthians mesmo após o presidente Osmar Stabile dizer que ele não era funcionário e não ocupava qualquer cargo no Alvinegro.

De acordo com a reportagem, Fernando passou a atuar de maneira direta na coordenação da segurança do CT Dr. Joaquim Grava logo quando Osmar Stabile, até então vice, assumiu a presidência após a destituição de Augusto Melo. O ge.globo também obteve acesso a e-mails e um ofício enviados por Fernando para a Polícia Militar para pedidos de escolta entre abril e maio deste ano. A empresa contratada, vale lembrar, não tinha contratado assinado com o clube e não estava autorizada pela PF a prestar tal demanda.

 

Foto: José Manoel Idalgo/ Agência Corinthians

 

No dia 19 de abril de 2026, Fernando José da Silva encaminhou um e-mail ao 31º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM-M) pedindo escolta para a ida ao aeroporto e volta da viagem de Florianópolis, onde o Alvinegro enfrentou o Barra-SC, no dia 21 de abril, pela partida de ida da quinta fase da Copa do Brasil. No e-mail ao qual o ge.globo teve acesso, Fernando se apresenta como gerente operacional do Corinthians: “Cumprimento-os cordialmente na condição de Gerente Operacional do Sport Club Corinthians Paulista. O Sr. Presidente me incumbiu de solicitar o apoio de Vossas Excelências.”

Já no último dia 23, ele solicitou auxílio da PM para escolta para a equipe do Platense, da Argentina, que estava vindo para São Paulo, onde enfrentou o Corinthians na noite da última quarta-feira (27), pela sexta e última rodada da fase de grupos da Libertadores. O pedido foi feito em um papel timbrado do Alvinegro, constando nome e assinatura, além do carimbo do departamento de futebol.

Em ambos os casos, Fernando tinha informações precisas de datas e horários dos deslocamentos das delegações, além do hotel onde o Platense-ARG ficaria concentrado em Guarulhos. Em nota enviada ao ge.globo, o Corinthians afirmou que Fernando não possui vínculo empregatício e cargo remunerado no clube. O comunicado ainda cita que as atuações ocorreram “em contextos específicos e de forma voluntária.” 

Informações publicadas pelo ge.globo dizem que Fernando, por ser ex-policial militar, se colocava disponível para o diálogo com as autoridades para solicitar as escoltas, apesar do serviço também ser realizado pelo departamento de futebol. Fontes também revelaram à reportagem que, há pouco tempo atrás, Fernando acompanhava a delegação do Corinthians nas viagens, além de ser responsável pela segurança pessoal de Osmar Stabile.

Clique aqui para relembrar o caso

Confira abaixo a nota do Corinthians:

O Sport Club Corinthians Paulista reforça que Fernando José da Silva não possui vínculo empregatício nem ocupa qualquer cargo remunerado na instituição. Eventuais atuações pontuais ocorreram em contextos específicos e de forma voluntária.

Sobre os ofícios mencionados, o clube informa que solicitações de apoio ou escolta à Polícia Militar seguem critérios operacionais e de segurança, não configurando, por si só, vínculo formal com a instituição.

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