Dupla avalia temporada do Corinthians e projeta final da Copa do Brasil
- Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão
Na manhã desta terça-feira (16), o lateral-direito Matheuzinho e o volante Raniele concederam entrevista coletiva à imprensa no CT Dr. Joaquim Grava. Isso porque, nesta quarta-feira (17), às 21h30 (de Brasília), o Corinthians recebe o Vasco da Gama, na Neo Química Arena, pela partida de ida da final da Copa do Brasil.
O lateral-direito Matheuzinho, ao longo da entrevista, falou sobre a ansiedade em disputar uma decisão com a camisa corinthiana, além de ter avaliado a temporada da equipe, conturbada principalmente fora do campo. Em maio deste ano, Augusto Melo foi destituído da presidência e Osmar Stabile, até então vice-presidente, assumiu o cargo. Três meses depois, o clube sofreu um transferban na Fifa por uma dívida de R$ 40 milhões pela contratação de Félix Torres, em janeiro de 2024, junto ao Santos Laguna, do México.

No Campeonato Brasileiro, a equipe ficou na parte intermediária da tabela, além de ter sido eliminado na fase de grupos da Conmebol Sul-Americana e na fase preliminar da Libertadores. Por sua vez, no Paulistão, o Corinthians bateu o Palmeiras na decisão, em Itaquera. Ao longo do torneio, a equipe foi superada apenas uma vez: contra o São Paulo, por 3 x 1, no Morumbis.
“A ansiedade bate muito forte, ainda mais nessa parte final. É onde a gente procura não errar porque são jogos que o erro é no limite. É jogo grande, jogo grande se decide no detalhe, a concentração precisa estar no máximo. Mostramos isso nas semifinais, mesmo sendo jogos muito difíceis contra o Cruzeiro. Demonstramos maturidade. Deixamos a ansiedade de lado para mostrar uma concentração muito grande para trazer um resultado bom para São Paulo, que nos ajudou a sair com a classificação para a final. Temos que equilibrar tudo para a final, o Brasil inteiro estará assistindo. Pode salvar o nosso ano, foi um ano de dificuldade e aprendizagem. Mesmo sendo campeão paulista, temos que estar descansados e focados. Se Deus quiser, seremos abençoados com o título“, iniciou.
Em seguida, comentou sobre seu momento individual e sonho de vestir a camisa da Seleção Brasileira. Em 56 jogos na temporada de 2025, são três gols e cinco assistências (terceiro maior garçom do elenco no ano). Na pergunta, o camisa 2 foi questionado sobre Paulo Henrique, lateral-direito do Vasco, que esteve nas últimas convocações da Amarelinha que, assim como ele, foi revelado na base do Londrina.
“Sobre o PH, ele começou no Londrina onde eu também comecei. Fico feliz por ele, poucas pessoas davam como lateral da seleção no começo do ano. O futebol surpreende e te dá oportunidade. Espero que ele continue fazendo o melhor para ele e para o futebol dele. Se ele for convocado novamente, vou torcer para que ele faça o melhor possível.”
“Eu vou seguir trabalhando, já falei que a seleção é um sonho que tenho, um objetivo na carreira. Se eu continuar fazendo o que faço no Corinthians, jogando em alto nível, acredito que terei minha oportunidade. Vou seguir trabalhando. Tem outros laterais bons, acho que nos destacamos um pouco mais”, continuou.
Posteriormente, evitou entrar em polêmicas quanto às provocações do atacante Arroyo, do Cruzeiro. No duelo pela reta final do Brasileirão, que terminou com triunfo do time mineiro por 3 x 0, o jovem ponta foi flagrado provocando Matheuzinho, em vídeo gravado das arquibancadas do estádio, nas redes sociais. Após a classificação do Alvinegro sobre a Raposa, o lateral devolveu a provocação dentro de campo.
“Quem acaba ganhando, a provocação fica melhor. Ele (Arroyo) me provocou no Brasileiro, eu guardei essa na manga esperando a gente classificar para poder brincar com ele. Nada contra o Arroyo, ele é jovem, tem um futuro brilhante e espero que possa continuar fazendo gols pelo Cruzeiro. Claro que não contra o Corinthians, já deu (risos).”
Matheuzinho comentou sobre a importância financeira para o Corinthians em caso de título da Copa do Brasil. Atualmente, o Alvinegro acumula mais de R$ 20 milhões em premiações e te, no mínimo, mais de R$ 33 milhões garantidos – valor dado ao vice-campeão do torneio mata-mata nacional. Ele também elogiou o executivo de futebol Fabinho Soldado no processo de blindagem dos atletas sobre questões extracampo da equipe.
“Todo mundo sabe, quem vive aqui no Corinthians sabe. A parte política a gente deixa para o Parque São Jorge, a gente está focado 100% no futebol. O Fabinho nos blinda de tudo o que acontece na parte de fora do CT. Ele nos deixa bem tranquilos em apenas focar no futebol. Falei algumas vezes que na minha visão, se o futebol masculino estiver bem vamos ajudar o clube lá no Parque São Jorge.”
“A torcida estará mais calma, mais feliz, vai tentar entender o lado deles. Pensando na Copa do Brasil, todo mundo sabe que dá um retorno financeiro muito bom para o clube, mas estamos focados apenas em levantar o troféu. Esse troféu nos presentearia pela nossa temporada. Claro que a parte financeira faz bem para o clube, mas estamos pensando apenas no título, no troféu, será uma premiação muito boa para nós”, complementa.
O camisa 2 também respondeu sobre sua relação com o Maracanã, onde atuou diversas vezes quando defendia a camisa do Flamengo, entre 2019 e 2023, clube no qual levantou diversas taças como Campeonato Carioca, Copa do Brasil e Libertadores. O lateral disse que, lá, se sente em casa e projetou os dois jogos.
“Com certeza será um sensação diferente, talvez uma das melhores. O Corinthians há alguns anos não ganha um título nacional, temos a oportunidade de conquistar esse título, ainda mais no Maracanã, que por alguns anos foi minha casa. Me sinto à vontade lá, brinco que é a minha casa. Primeiro focar no jogo de amanhã que será muito difícil, é um jogo que pode abrir as portas para o nosso título. Temos que estar com o cuidado redobrado porque o Vasco tem mérito, mostrou na semifinal que veio para ganhar. Será um jogo bem estudado, bem difícil, esperamos que a gente consiga a vitória para buscarmos o objetivo final no Maracanã.“
Corinthiano de infânia, Matheuzinho ressaltou todo o seu carinho e o desejo de conquistar títulos com a camisa corinthiana. Com 25 anos de idade e 108 partidas pelo Corinthians, com cinco gols e sete assistências anotadas, o jogador comentou a importância da Fiel Torcida, citando a festa realizada no Estádio do Mineirão, nos 90 minutos do triunfo sobre o Cruzeiro, por 1 x 0, pela ida das semifinais da Copa do Brasil e o duelo de volta contra o time mineiro, no último domingo (14).
“A partir do momento que a gente vira atleta profissional, claro que temos um carinho pelo clube que vem de criança, mas o que vem em primeiro lugar é o profissional. Através do Corinthians que sustento minha família e meus sonhos como jogador e pessoa. Coloco meu profissionalismo em primeiro lugar. Tenho o sonho de ganhar vários títulos com a camisa porque tem um gostinho especial pelo fato de torcer pelo clube. Hoje, o Matheus atleta vem em primeiro lugar. Eu estando bem, o Matheus torcedor estará feliz também. É difícil explicar, mas é a minha profissão e paixão e o torcedor fica de lado um pouquinho.”
“Já estamos acostumados com estádios lotados e torcida fazendo festa. Claro que em jogos finais sempre é diferente, sempre tem aquela empolgação da torcida da casa. Logo após que a gente faz o gol, a torcida do Corinthians engole o Mineirão. Só dava para ouvir a nossa torcida, isso ajuda muito, ainda mais fora de casa. Mostra que a torcida está na mesma vibe que a nossa. Em casa, mesmo perdendo, estamos acostumados com a Fiel gritando mais alto e nos empurrando. Acho que eles foram importantes demais. Quando tomamos o segundo gol, o estádio começa a cantar, senti que eles começaram a cantar mais alto ainda. Isso nos ajudou. Tem partidas que eu escuto muito a torcida ali do meu lado, eles ganham partidas sim, são muito importantes, e vamos precisar deles na quarta-feira”, afirmou.
Por fim, elogiou o técnico Fernando Diniz, do Vasco da Gama, relembrando quando o treinador comandava o São Paulo (entre 2019 e 2020), período em que Matheuzinho atuava pelo Flamengo, que sofreu algumas derrotas pesadas para o time do Morumbi. Um exemplo aconteceu pelo Brasileirão 2020, quando o time carioca foi superado pelo placar de 4 x 1, em pleno Maracanã.
“Eu falo que sou um grande admirador do Fernando Diniz. Já falei para a minha família. Eu já sofri bastante na mão dele, contra time dele, muitas vezes pelo Flamengo. Na época que ele estava no São Paulo, apanhamos (Flamengo) muito para ele. É um treinador que tem suas ideias, implementa no clube e vai até o final. Isso que eu admiro nele, independente da situação, ele vai até o final.”
“É um time difícil, ele tenta colocar o máximo de jogadores do lado da bola, tenta surpreender do lado oposto. Temos que tomar cuidado, é um treinador muito inteligente, ele conhece bem o time dele. Nessa última janela chegaram alguns jogadores que estão ajudando. Temos que tomar cuidado. Do nosso lado temos o Dorival, que sabe estudar o adversário e nos apresentará uma proposta muito boa para enfrentarmos eles. Final é jogo grande, jogo de detalhe e temos que prestar atenção para sermos superiores ao Vasco e sermos campeões.”
Matheuzinho se firmou como titular do Corinthians no segundo semestre do ano passado, quando colocou Fagner – ídolo do clube – no banco de reservas e foi importante na arrancada pelo Brasileirão 2024 e na campanha do título Paulista 2025, diante do Palmeiras, em Itaquera.
Raniele
O volante do Corinthians relembrou 2024, quando a equipe tinha chances mínimas de se classificar para a Copa do Brasil 2025 devido a uma má campanha no Campeonato Paulista. Após eliminação na semifinal da Sul-Americana, contra o Racing-ARG, o Alvinegro estava na parte debaixo da tabela do Brasileirão e, nas últimas nove rodadas, conquistou nove triunfos seguidos e se classificou para a Pré-Libertadores deste ano e, consequentemente, para esta edição da Copa do Brasil.
O camisa 14 relembrou quando parte dos comentaristas da imprensa esportiva passaram a duvidar da equipe, citando a final do Paulistão desse ano e as oitavas de final da Copa do Brasil, ambas contra o Palmeiras.
“Vi uma frase essa semana que dizia: “o cemitério do futebol está cheio de favoritos”. Ano passado, a gente tinha acho que 0,004% de chances de disputar a Copa do Brasil. Era um campeonato que talvez a gente nem iria disputar e hoje está na final. No Paulista, todo mundo dava que não iríamos passar e fomos campeões. Quando veio o Palmeiras, todo mundo duvidava Continuem duvidando e continuaremos fazendo história. Nosso trabalho é entrar dentro de campo e provar que o Corinthians é grande, e que a camisa pesa”, iniciou.
Contratado no início de 2024, após se destacar pelo Cuiabá, o volante, que possui três gols marcados e duas assistências em 108 partidas pelo Corinthians, relembrou sua chegada ao clube e afirmou ter orgulho de sua trajetória no futebol.
“Tenho muito orgulho da minha trajetória. Acho que a maior lição que podemos tirar é que, quando a gente cai, a nossa força está no levantar. Há três anos, eu estava sendo rebaixado da Série A para a Série B. Naquele momento, dificilmente passaria pela minha cabeça que estaria no Corinthians . Quando cheguei aqui, dificilmente passou pela minha cabeça que eu poderia jogar 100 jogos. Quando eu cheguei ao 100º dificilmente passaria pela minha cabeça que eu poderia ganhar um título nacional. Fico orgulhoso da minha carreira, da minha trajetória e de tudo o que passei.“
O meio-campista do Corinthians também desenvolveu um raciocínio sobre as provocações no mundo atual do futebol e a forma como a Internet interfere nessa dinâmica.
“A internet deu voz a muita gente. Tem muita gente capacitada, com todo respeito a vocês que têm seus portais e canais, mas tem muita gente que interpreta as coisas da forma errada e equivocada. Acredito que não só essas resenhas fazem falta, mas a gente sente falta de poder se expressar. O futebol está muito condicionado a resultado. Eu falo para o Vini e para o Olavo (assessores de imprensa) para não me levarem para as coletivas de imprensa porque só vou para falar a verdade. Acho que o futebol está muito condicionado a resultado. Se eu aparecer tocando um pandeiro no ônibus, e a gente perde vão falar: “estava desconcentrado”. Se a gente vence, vão falar: “o futebol raiz voltou”.
“Tem muita gente que emite opinião sem ter base alguma e muita gente acredita. A internet deu voz, a gente precisa ter mais personalidade, ter voz. As pessoas que dão engajamento para falsos portais precisam ter mais sabedoria e entender que o futebol não é só resultado. Precisamos de alegria, vocês precisam de mais responsabilidade com as notícias que publicam. Acho que isso é importante para todos nós, o futebol vai evoluir. A gente precisa disso”, continuou.
O volante também foi questionado sobre as principais lideranças da equipe como Memphis Depay, Gustavo Henrique, Rodrigo Garro, Maycon e Ángel Romero.
“É um cara que tem se esforçado muito. Quando o Memphis chegou, comentei com alguns amigos meus de que daria muito certo ou muito errado. Graças a Deus, tem dado muito certo. É um cara que tem buscado melhorar o português, melhorar a comunicação com a gente. Quando ele tem dúvida sobre alguma coisa, ele pergunta como se fala. É um cara que tem buscado isso. As lideranças em campo se dão pelas referências que a gente tem. Ele é uma referência técnica, e quando chega dentro de campo e vemos que ele está se esforçando por nós, ele é um cara que já ganhou tudo, é o maior artilheiro da seleção da Holanda, e não precisa provar nada para ninguém. Quando ele entra em campo, corre, se entrega e mostra que está lá por nós, isso me anima. Assim como também temos outras referências no clube.”
“Quando o Matheuzinho dá uma chegada, chama a torcida, isso nos anima. Nosso time se dá muito por isso. É muito importante termos várias lideranças dentro do time. Quando é para brigar pelo grupo, temos muita blindagem, isso é importante para caramba. O Gustavo Henrique tem uma carreira que dispensa comentários, o Garro é uma liderança técnica, o Romero é um cara que dentro do clube tem uma história que jamais será apagada, o próprio Maycon tem uma história dentro do clube, jogou fora, voltou e prova sua importância. Ficamos muito felizes de contar com eles.”
Por fim, falou sobre a preparação para a final da Copa do Brasil e projetou os dois jogos da decisão da competição mata-mata nacional: “Mentalmente, terminamos felizes. Estamos animados. Não tem outra maneira de ir para o jogo. Fisicamente, é um intervalo muito curto entre os jogos. É bom jogarmos tão rápido, mas é um pecado jogos tão decisivos que podem decidir o futuro do clube ser em um intervalo tão curto assim. A gente fica lisonjeado de estar na final da Copa do Brasil. Por ser uma final, a parte física fica para depois. Vamos ter que arrumar força até de onde não temos para poder fazer o máximo nesse jogo. É importante equilibrar a parte mental com a física, manter tudo no lugar, para fazermos um ótimo primeiro jogo e uma ótima classificatória.”
Confira abaixo outras respostas do volante Raniele:
Análise individual da temporada
“Sem dúvidas, foi um ano positivo. Conquistamos um título, termino com mais de 50 partidas novamente e, apesar das lesões, consegui marcar gols e dar assistências. Coletivamente, levantamos um troféu. No Brasileirão, fomos muito abaixo do que almejávamos. Mas, se me apresentassem um contrato para assinar em janeiro, dizendo que seríamos campeões do Paulistão e chegaríamos na final da Copa do Brasil, acredito que 98% das pessoas assinariam. É um ano positivo, temos que ressaltar o elenco e a torcida. É um ano que fico muito feliz de estar completando com saúde, com essa minutagem. É algo a comemorar, que a gente possa coroar da melhor maneira, levantando mais um troféu.”
Disputar uma final de campeonato no Maracanã
“Em relação à decisão fora, acho que precisamos ter a cabeça no lugar e saber que são duas partidas. Temos que aproveitar a força da nossa torcida no primeiro jogo. Já provamos que conseguimos decidir fora de casa. Nessa mesma competição, teve um confronto que decidimos fora e passamos. Temos que ter ciência de que é capaz. Usar a força da nossa torcida no primeiro jogo e, no segundo, manter a mentalidade para conquistar, se Deus quiser, o título da Copa do Brasil.”
Funções defensivas e variedades em esquema táticos no meio-campo
“Futebol se ganha tudo quanto é jeito. Às vezes, tem gente com 90% de posse e perde. Tem gente que joga só na ligação direta e perde. O futebol é sobre quem é mais eficaz, sobre quem aproveita mais as chances. Será um jogo diferente, o Vasco não é o Cruzeiro, tem jogadores diferentes, treinador diferente, ideias diferentes. Temos que avaliar bem o que vamos fazer, tomar cuidado nesse jogo. Acho que independente da formação ou dos nomes, o Dorival terá as melhores ideias para jogar contra o Vasco. É um treinador capaz disso, provou na carreira, provou no Corinthians. Minha função é primeiro defensivamente, é a minha característica, meu ponto forte. Com a bola, espero ajudar o máximo possível para a gente ter posse, jogar o adversário contra as cordas para que a gente possa marcar gols e ganhar o primeiro jogo. É algo que a gente precisa estar muito ciente, será nos detalhes. Acredito que, independente de formação ou nome, temos que cumprir à risca para sairmos campeões.”
Ángel Romero e sua importância no dia a dia do Corinthians
“Pelo simples fato dele ser o Romero merece um respeito enorme. O Romero que eu conheci nos últimos meses, é um cara que tem me surpreendido. Ele poderia ser um vacilão, não dar a mínima para nada, tacar o f… Mas, mano, o que ele tem feito nos últimos meses é gigantesco. Ele não precisa, mas tem mostrado um apoio enorme para a gente. Por não entrar tanto, ele não deixa de correr ou de apoiar. Vencendo ou perdendo, está nos apoiando, dá atenção para todos. Não sei se vai ou não ficar, mas isso fortalece ainda mais o respeito que temos por ele. Se ele não ficar, precisamos entregar a ele esse título por conta da trajetória dele. Ele merece esse respeito, é um ser-humano gigantesco, tem dado atenção e espaço para todos. Isso fortalece ainda mais a imagem de capitão, o respeito pelo clube, o nosso respeito por ele. É sensacional para nós, ficamos muito felizes de contar com um cara como ele.”
Diferenças entre os técnicos finalistas da Copa do Brasil
“O Diniz foi interino, mas o fato dele ter chegado à seleção é algo que o condiciona a um degrau gigantesco no futebol brasileiro. São treinadores diferentes, com ideias diferentes. O Diniz muito mais focado na própria ideia de jogo do que no adversário, o Dorival já é um cara que tem um pouco mais de equilíbrio, que tenta condicionar o jogo dependendo do adversário. Vai ser um duelo bom, são treinadores vencedores com carreiras sensacionais. Espero que quem está do meu lado saia vencedor. O Vasco tem suas valências, sua história, mas a gente merece coroar o ano com o título, o nosso ano foi exaustivo.”
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