Diniz valoriza atuação do Corinthians no Uruguai, lamenta chances perdidas e projeta sequência da temporada
- Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão
O técnico Fernando Diniz avaliou de forma positiva o desempenho do Corinthians no empate por 1 x 1 contra o Peñarol, na última quinta-feira (21), no Estádio Campeón del Siglo, pela fase de grupos da CONMEBOL Libertadores. Apesar do resultado fora de casa, o treinador destacou o volume ofensivo criado pela equipe e afirmou que o Timão merecia sair com a vitória em Montevidéu.
“O time fez um jogo muito bom, competiu muito, marcou muito bem, o Peñarol não teve uma chance clara de gol, nem o gol foi uma chance clara, foi uma bola raspada ali de primeiro pau, eles tiveram a felicidade de bater bem. Se tem alguma coisa para lamentar no jogo, foi a quantidade de gols que a gente perdeu, que a gente era para ter vencido o jogo hoje”, afirmou.

O comandante ainda ressaltou a postura defensiva apresentada pela equipe e comparou o desempenho ofensivo com outros jogos da competição continental.
“A gente teve mais chances de vencer, mais do que contra o Platense, mais do que contra o Santa Fe. Então teve um volume de chances criadas muito bom e defensivamente voltou a ter um comportamento muito bom também. A gente ofereceu praticamente nada de chance ao Peñarol”, completou.
Durante a entrevista coletiva, Diniz também comentou sobre a situação de Memphis Depay, que segue em processo de transição física, mas pode voltar a ser opção nos próximos compromissos do Corinthians.
“Ele tem chance de jogar, ele está no processo de transição e eu conto com ele. Eu entendo muito bem a permanência do Memphis. Um jogador extremamente diferenciado, já falei mais de uma vez, e espero que ele fique para nos ajudar”, declarou.
O treinador ainda explicou a escolha por utilizar uma formação alternativa no confronto, citando o desgaste físico do elenco na sequência recente de partidas.
“Em relação a trocar o time, vindo de uma sequência de jogos desgastantes, jogar lá no campo do Botafogo é um campo que judia muito os jogadores e, ao mesmo tempo, a gente tinha muito pouco tempo com a viagem para o jogo do Atlético-MG. A gente estava classificado na Libertadores. Era uma chance de botar os jogadores para jogar, que são os jogadores que eu confio”, explicou.
Diniz também fez elogios ao jovem Zakaria, autor do gol corinthiano no Uruguai. Segundo o treinador, o atleta vem chamando atenção pela versatilidade e qualidade técnica.
“É um jogador que eu conhecia pouco e estou conhecendo ele aqui agora. Ele tinha entrado muito bem no jogo do Barra. A minha ideia era dar uma sequência para ele e ele teve um probleminha, mas já estava legal”, comentou.
“É um jogador que eu acho muito técnico. E eu estou conhecendo ele agora, mas acho que ele é um jogador que pode jogar em mais de uma posição. Pode jogar nessa posição que jogou hoje, pode jogar de 10, pode jogar de segundo volante. Então, é um jogador que eu fiquei muito contente com a participação dele e por ele ter feito o gol”, acrescentou.
Outro tema abordado pelo técnico foi a falta de eficiência nas finalizações, mesmo com o grande número de oportunidades criadas pelo Corinthians ao longo da partida.
“Eu acho que o Corinthians deixou a desejar no último terço. Deixou a desejar só na hora de fazer o gol. É muito difícil você falar o porquê, porque a equipe que joga aqui no seu esforço o mais difícil é criar chances, ter chances claras”, analisou.
“Eu gostei muito da produção ofensiva do time, mas ainda dá para fazer uma discussão sobre se proteger. Jogar aqui é difícil. Vocês sabem que aqui é difícil, sempre é difícil jogar aqui. Então, é uma partida que a gente tem que trabalhar bastante positiva”, completou.
Diniz também comentou sobre a campanha irregular do Corinthians no Campeonato Brasileiro e admitiu que o principal desafio é encontrar maior regularidade de desempenho.
“Eu acho que a gente tem que deixar de oscilar. Acho que em casa a gente tem uma coisa que melhorou. Quando eu cheguei aqui, a gente está conseguindo produzir muito nas duas competições”, disse.
“Fora de casa a gente teve um problema antes de pontuar, por motivos diferentes. Acho que no jogo do Botafogo faltou um pouco de intensidade, a gente tomou gols muito evitáveis. Agora é pensar no Atlético-MG. A gente tem uma decisão pela frente”, continuou.
O treinador ainda falou sobre Hugo Souza, que ficou fora da convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. Segundo Diniz, o goleiro sentiu a ausência na lista, mas segue em evolução dentro do clube.
“A expectativa era dele, era da nossa também, da comissão, dos jogadores. Acho que era possível. Infelizmente ele não foi”, afirmou.
“O que fica de positivo do Hugo é saber que, depois que ele chegou no Corinthians, a vida dele mudou completamente. Ele virou de fato um goleiro de Seleção Brasileira. Foi extremamente decisivo no que a gente teve recentemente. É um dos nossos líderes e é um goleiro muito jovem”, destacou.
“Obviamente que o baque aconteceu, acho que ele sentiu mais. Mas ele fez uma partida bastante segura hoje. Fez muito menos treinamentos. Eu acho que ele conseguiu dar uma resposta positiva”, completou.
Diniz ainda elogiou o atacante André Luiz, que ganhou espaço no segundo tempo da partida contra o Peñarol.
“O André jogou muito bem, principalmente no segundo tempo. Ele ajudou muito na parte defensiva. E o jogo, quando fica mais aberto, favorece muito o André”, avaliou.
“O André tem muita energia, muita boa técnica e os espaços ficam mais reduzidos. Mas eu já falei mais de uma vez: o André tem um futuro brilhante pela frente. É um jogador que tem um potencial muito, muito grande”, afirmou.
Por fim, Fernando Diniz comentou sobre a próxima janela de transferências e deixou claro que sua prioridade é manter a base atual do elenco corinthiano.
“Na janela, minha preocupação é a manutenção do time. Eu não sou um treinador que fique pedindo muitos jogadores. Eu gosto muito de trabalhar com a base do elenco”, disse.
“Eu gosto bastante do elenco do Corinthians. Obviamente que uma ou outra posição, um ou outro jogador, a gente pode trazer. Mas a manutenção do time é o mais importante. Talvez uma ou outra peça para incrementar o elenco vai ser muito bom”, finalizou.