CBF libera áudios do VAR de lances polêmicos do jogo entre Corinthians e Bahia
- Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, neste sábado, os áudios do VAR referentes às polêmicas de arbitragem no confronto entre Corinthians e Bahia. Entre os lances analisados, estão os dois gols marcados pelo Timão.
Logo aos seis minutos, o Corinthians balançou a rede após Rodrigo Garro receber passe de Kayke. O lance, porém, foi anulado depois que o árbitro de vídeo apontou toque de mão do atacante no domínio da bola. Segundo a cabine do VAR, houve contato com a mão e “ganho tático” na jogada, o que levou à chamada para revisão do árbitro Paulo Cesar Zanovelli.

“Zanovelli, te recomendo revisão por revisão de possível mão em APP. Você vai ver um toque de mão. A bola está indo para uma direção para trás do jogador. Quando toca na mão, a bola vai para frente”, disse Rafael Traci, responsável pelo VAR.
“Traci, vou anular o gol por mão no APP. Obrigado”, respondeu Zanovelli, decisão que foi confirmada pelo colega: “Perfeito”. A checagem levou cerca de dois minutos e meio. Apesar de o movimento de Kayke ter sido considerado natural, a arbitragem entendeu que ele se beneficiou na jogada, o que caracterizou a infração.
A CBF também liberou os áudios da análise que confirmou o gol de Gui Negão — um processo que durou mais de oito minutos. Inicialmente, Zanovelli havia invalidado o lance por suposta interferência do atacante na movimentação do goleiro Ronaldo, enquanto o assistente Felipe Alan Costa de Oliveira sinalizou impedimento. “Ele interfere. Ele vai disputar a bola”, argumentou o árbitro de campo.
“Ele passa do lado, não interfere na corrida do goleiro. Nem tem o toque”, rebateu Alexandre Vargas Tavares de Jesus, segundo assistente do VAR. “Agora tem que ver possível impedimento”, acrescentou Traci na sequência. A equipe do VAR então passou a traçar as linhas, alertando o árbitro principal de que o processo demoraria. Incomodado, Zanovelli chegou a questionar se “precisam de ajuda” na cabine.
Diante da análise, o VAR recomendou revisão por “não interferência”. Ainda assim, Zanovelli insistiu que Gui Negão havia impactado na ação do goleiro, mesmo sem contato físico. Para reforçar sua interpretação, chamou o assistente Nailton Junior de Sousa Oliveira para acompanhar o lance. Após a opinião do auxiliar, o árbitro confirmou o gol do atacante alvinegro.
Por outro lado, a CBF não divulgou os áudios da revisão do pênalti que originou o segundo gol do Bahia, nem da checagem do primeiro gol baiano. Vale lembrar que, de acordo com o protocolo, o VAR analisa todos os lances do jogo, mas só chama para revisão em quatro situações: Gol ou não gol; Pênalti ou não pênalti; Cartão vermelho direto (exceto segundo amarelo); Erro de identificação de jogador em aplicação de cartão.
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