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Branco, ex-lateral-esquerdo do Corinthians e da Seleção faz 56 anos

04/04/2020 Por Larissa Beppler

Um dos maiores de sua posição no futebol mundial na década de 90, teve breve passagem pelo Timão, marcando sete gols

Foto: Reprodução vídeo

Gaúcho de Bagé, Branco iniciou sua carreira profissional em 1981 no Internacional de Porto Alegre. Daí em diante o mundo conheceu um jogador brilhante, com muito vigor físico e um potente chute. Após a saída do Inter e boa passagem pelo Fluminense vai para o futebol italiano em 1986 e de lá para a Copa do mundo do mesmo ano como titular absoluto do time de Telê Santana.

Em 1989 chega a Portugal para defender as cores do Porto onde conquista o título português da temporada 89-90. Volta a Itália em 1991 e de lá, enfim, no ano de 1993, retorna ao futebol brasileiro para defender Grêmio e posteriormente o Fluminense. Como jogador do clube carioca é convocado para sua terceira Copa do mundo no ano de 1994 onde teve papel fundamental para a conquista do tetracampeonato mundial da Seleção brasileira. 

Foto: Reprodução

E é exatamente após essa conquista gigantesca que Corinthians e Branco se encontram. Carente de um lateral-esquerdo indiscutível desde a saída do ídolo Wladimir, Branco chega ao Parque São Jorge com todas as pompas que um grande astro merece.

Foi a principal contratação para a disputa do campeonato brasileiro daquele ano. Logo na sua estreia pelo Timão, ele marca no empate por 1×1 contra o Sport no Morumbi. Prenúncio de um casamento duradouro? Não foi bem assim.

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O time faz uma campanha irregular mas chega as quartas de final do certame, onde passa pelo Bragantino e encontra o Atlético-MG nas semifinais. No primeiro jogo, derrota por 3×2, onde Branco marcou nosso primeiro gol. Na segunda partida, com o Timão precisando vencer, Branco acerta uma bomba rasteira de fora da área, após bola rolada com açúcar por Marcelinho Carioca. O Corinthians estava na final contra o seu maior rival.

E o que poderia ser a cereja no bolo de uma festa de casamento duradouro, se transformou em uma decepção para a Fiel torcida. No primeiro jogo da final, o outrora herói Branco se tornou o vilão da vez ao dar condições a Rivaldo quando toda defesa saiu no primeiro gol do adversário, ainda no primeiro tempo, e principalmente quando perdeu uma bola de maneira bisonha para o mesmo Rivaldo propiciando o segundo gol do alviverde, já no segundo tempo. A derrota por 3 a 1 não foi bem digerida pela Fiel que a colocou na conta de Branco.

Para piorar sua situação, na segunda partida, com o Corinthians precisando vencer por diferença igual ou superior a três gols, quando vencia por 1 a 0, a situação se complicou de vez quando Branco foi expulso de campo no segundo tempo. Com Luisinho também expulso em seguida, logo o rival empatou e matou qualquer chance de reação corinthiana. Acabava ali, após 23 jogos e 7 gols, a trajetória desse grande jogador com a nossa camisa.

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Partiu no começo do ano seguinte novamente para o futebol do Rio de janeiro, dessa vez para defender o Flamengo. Encerrou sua gloriosa carreira de jogador de futebol profissional em 1998 pelo Fluminense.

Branco atuou em 23 partidas e marcou sete gols com a camisa do Corinthians em 1994.

Em entrevista recente, disse: “Queria muito ter sido campeão pelo Corinthians, que foi um clube que me acolheu muito bem e era bem estruturado”.

Por Marcelino Rocha/Redação da Central do Timão

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