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Promotor detalha investigações contra gestões do Corinthians e comenta pedido de suspeição

24/08/2026 Por Henrique José Pereira de Almeida
Promotor detalha investigações contra gestões do Corinthians e comenta pedido de suspeição
  • Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão

 

O promotor Cássio Conserino, responsável por conduzir diferentes investigações criminais envolvendo as últimas administrações do Corinthians, apresentou neste domingo um balanço das medidas adotadas ao longo dos últimos meses. A primeira apuração teve início há mais de um ano e envolveu despesas pessoais atribuídas ao ex-presidente Andrés Sanchez por meio do cartão corporativo do clube.

Em entrevista ao programa Domingo Esportivo, da TV Band, Conserino afirmou que as investigações já resultaram em uma série de procedimentos nas esferas estadual e federal. Segundo ele, cinco denúncias foram apresentadas e deram origem a ações penais, além de representações relacionadas ao patrimônio público e social.

Foto: Reprodução/Central do Timão

“Hoje, nós temos um ano e 23 dias de investigações no Corinthians, que redundaram em cinco ações penais, cinco denúncias, duas representações para o Patrimônio Público e Social do Ministério Público (MP-SP), que culminaram com a instalação de um inquérito civil, que visa estudar a viabilidade de uma intervenção judicial no clube, uma representação judicial para o Ministério Público Federal (MPF) em relação aos mesmos fatos, uma representação para a Receita Federal (RFB), que já programou uma ação de autuação fiscal e inúmeros inquéritos policiais, tanto na área federal quanto na área estadual”, disse, em entrevista ao programa Domingo Esportivo, da TV Band.

O promotor também falou sobre o pedido de suspeição apresentado na Justiça pelo segundo vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça. Conserino classificou a medida como uma tentativa de afastá-lo das apurações pelo fato de ser torcedor do clube. Segundo o representante do Ministério Público, não existe previsão no Código de Processo Penal que justifique a suspeição com base exclusivamente no vínculo de torcedor. O caso, agora, aguarda uma decisão judicial.

“Há umas duas semanas, um dos investigados, que agora é réu, ingressou com uma exceção de suspeição, alegando que eu não teria imparcialidade suficiente para conduzir a investigação, pelo simples fato de ser corinthiano. Causa espécie essa argumentação, porque não há no Código de Processo Penal nenhuma causa que dê margem à suspeição que se assemelhe a essa situação. Então, nós agora estamos, neste caso específico, esperando uma decisão do Poder Judiciário sobre a manutenção ou não da minha participação nessa ação penal em específico”, explicou.

Conserino também foi questionado sobre o inquérito civil instaurado para analisar a possibilidade de uma intervenção judicial no Corinthians. O promotor explicou que, por atuar na área criminal, não é responsável pela condução dessa investigação e, portanto, evitou antecipar qualquer avaliação sobre seus possíveis desdobramentos.

Apesar disso, ele destacou que já apresentou representações relacionadas ao caso e demonstrou confiança nos integrantes do Ministério Público que atualmente conduzem o inquérito civil.

“Esse inquérito civil está em belíssimas mãos, nas mãos do doutor André Pascoal e do doutor Luiz Ambra Neto. Eles já foram interpelados pela sociedade sobre o que vão fazer, sobre o que pretendem fazer, sobre o que não vão fazer, e eles já se manifestaram nesse sentido. É importante também dizer que agora o inquérito civil está sendo instruído, mas não me cabe tecer nenhum comentário, até por respeito ao trabalho dos colegas”, pontuou.

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