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Diniz explica ausência de Gui Negão, critica gramado sintético e analisa derrota do Corinthians no Brasileirão

18/05/2026 Por Larissa Beppler
Diniz explica ausência de Gui Negão, critica gramado sintético e analisa derrota do Corinthians no Brasileirão

Por Fabio Luigi | Redação da Central do Timão

O Corinthians enfrentou o Botafogo na tarde deste domingo (17), no Estádio Nilton Santos, em confronto válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, e foi derrotado por 3 x 1. O gol corinthiano foi anotado pelo meia Rodrigo Garro, no começo do primeiro tempo. O revés colocou o Alvinegro de volta à zona de rebaixamento, ocupando a 17ª colocação com 18 pontos – quatro vitórias, seis empates e seis derrotas – 14 gols marcados e 18 sofridos.

Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Fernando Diniz explicou a não utilização do atacante Gui Negão, de 19 anos. O camisa 56 se recuperou de uma lesão muscular sofrida na Seleção Brasileira Sub-20 e ainda não atuou com o treinador. Sua última partida aconteceu no dia 22 de março, no empate com o Flamengo, por 1 x 1, pela oitava rodada do Brasileirão, em Itaquera.

Foto: Agência Corinthians

Com Diniz, o Filho do Terrão já foi relacionado para quatro jogos, mas permaneceu no banco de reservas. O comandante vem utilizando Pedro Raul que, diante do Botafogo, entrou aos 33 do segundo tempo no lugar de Rodrigo Garro. Desde seu retorno ao clube no início do ano, após empréstimo ao Ceará, o atacante ainda não balançou as redes.

Então, o Gui Negão voltou recentemente do departamento de médico. Era um jogo em que a intenção ali era ter o Yuri e o Pedro Raul, jogador mais de presença de área, porque a gente depois acabou cruzando mais bolas na área. Eles baixaram muito as linhas, ficaram de contra-ataque. Então, a presença de Pedro Raul era uma possibilidade para nós maior para conseguir fazer o segundo e depois, consequentemente, ir atrás do empate”, explicou.

Em seguida, o treinador fez uma análise da derrota do Corinthians, e detalhou alguns lances determinantes do confronto. Ele também destacou que o Botafogo fez mudanças “inesperadas” para partida deste domingo.

A primeira coisa é que o Botafogo veio com uma formação muito modificada, que a gente não esperava, com cinco jogadores que vinham jogando sistematicamente como titulares. Mas, ao percebermos que colocaram dois centroavantes, a gente já estava esperando esse jogo de bola mais longa. A gente teve uma falha evitável ali do sistema defensivo, não foi nesse caso os zagueiros e a linha de quatro e o goleiro, foi a bola.

O primeiro gol foi uma bola longa, que é uma coisa que eles iam fazer jogando com dois atacantes, e a gente demorou para fazer um retorno para pegar a segunda bola, a gente tomou uma transição em que deveria ter feito a falta. Ele (Arthur Cabral) tem felicidade no chute. No segundo tempo, a gente voltou bem melhor que o Botafogo na minha opinião, até tomar o terceiro o gol. A gente teve bola na trave no primeiro tempo a empatar, teve o gol anulado de jogada ensaiada que o Garro acho que bateu fora do meio círculo ali do escanteio“, completou.

E quando a gente voltou para o segundo tempo, a gente estava produzindo, a gente estava muito mais perto. Um pouquinho antes de eles fazerem o gol, a gente teve uma chance clara para marcar e estava muito mais para a gente empatar do que eles fazerem o terceiro gol. Aí no lance isolado, chutam para frente da bola do goleiro, a gente tomou o gol e aí o time deu uma esmorecida que não devia. Aí com as trocas, a gente tentou, lutou até o final, ficou um pouco mais exposto e cedemos alguns contra-ataques.

Diniz prosseguiu: “Então o sistema defensivo, de maneira geral, a gente não cedeu muita coisa para o Botafogo, principalmente até o terceiro, foi bem até eu tomar o terceiro gol, depois a gente foi exposto. A gente acabou jogando tendo um pouco de pressa e um pouco descompactado e o time também tinha que ser lançado mais à frente para tentar alguma coisa e acabou cedendo alguns contra-ataques.

Por fim, o treinador demonstrou incômodo com a situação do Corinthians no Campeonato Brasileiro e criticou o uso do gramado sintético no futebol brasileiro, citando a atuação do meia inglês Jesse Lingard.

O incômodo é muito grande, a zona de rebaixamento. A primeira coisa que eu queria saber na hora que terminou o jogo foi se tínhamos entrado na zona. É uma situação horrorosa, terrível, que a gente não pode permitir mais quando ficar nessa situação. É uma coisa muito desgostosa, muito ruim não, pesa muito. A gente tem uma obrigação de fazer de tudo o que a gente tem que fazer para a gente sair dessa zona e não voltar mais.”

Em relação ao gramado sintético, eu sou um crítico costumaz, muda o jogo. A gente errou muita coisa. O Jesse, por exemplo, hoje não se achou no jogo, muito por conta do campo. Então você perde o time, e os benefícios que isso traz para quem é acostumado são grandes. Você vai ver quando o Arthur Cabral vai acertar dois chutes, como acertou hoje, num campo de grama natural, é muito difícil. A gente praticamente errou todos os chutes que tentou de fora da área, e eles acertaram os chutes que tiveram. Muda muito o jogo”, criticou.

Esse campo do Botafogo está parecido com o do Palmeiras um tempo atrás. A grama está muito rala, está muito rala, muito duro o campo, eles molham bastante e muda muito, altera muito. O (Breno) Bidon também perde uma bola que tem a ver com o campo, a bola do segundo gol dos caras, então interfere, ele interfere e beneficia muito quem está acostumado.”

“Na minha opinião, no Brasil, não deveria ter gramado sintético. Em um campeonato cada vez mais rico, os clubes precisam oferecer campos de qualidade. Assim como existe exigência para dimensões dos estádios, também deveria haver uma padronização obrigatória da qualidade do gramado, para a gente não ter essa distorção que tem, porque muda o jogo. O gramado interfere na dinâmica do jogo, com certeza beneficia quem está acostumado a jogar no sintético, principalmente nesses que estão mais desgastados“, concluiu o treinador.

O Corinthians, agora, volta aos gramados na próxima quinta-feira (21), às 21h30 (de Brasília), desta vez pela Conmebol Libertadores. O Alvinegro visitará o Penãrol-URU, fora de casa, pela quinta rodada da fase de grupos do torneio continental. No Brasileirão, o Timão receberá o Atlético-MG, no próximo domingo (24), às 18h30, na Neo Química Arena, pela 17ª rodada da competição.

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