Pantaleão detalha próximos passos da reforma do Estatuto do Corinthians após votação no Conselho
- Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão
O presidente em exercício do Conselho Deliberativo (CD) do Corinthians, Leonardo Pantaleão, comentou os próximos encaminhamentos do processo de reforma do Estatuto do clube após a conclusão da votação dos destaques do anteprojeto, realizada na noite desta segunda-feira (4), no Parque São Jorge.
A reunião deu sequência a um encontro anterior, que havia sido interrompido, e teve como foco a análise de pontos específicos do documento, considerados fora do texto-base. Segundo Pantaleão, a etapa foi essencial para definir o posicionamento do Conselho sobre temas relevantes.
“Hoje foi a continuação daquela reunião que ficou inacabada na semana passada, principalmente por conta do horário e de outros fatores. Nesta sessão, foram finalizados os destaques, que são os itens fora do texto-base, para definir como o Conselho deliberaria sobre cada um deles. São pontos relevantes, como, por exemplo, o tempo de mandato da presidência, entre outros temas importantes que foram analisados e votados”, afirmou.
Ao todo, conselheiros presentes deliberaram sobre diversos pontos, incluindo a não regulamentação da transformação do clube em SAF (Sociedade Anônima do Futebol), a manutenção da possibilidade de candidatura do atual presidente em futuras eleições e alterações na composição do próprio Conselho.

Assembleia Geral será decisiva
Com a conclusão dessa fase, o processo segue agora para a Assembleia Geral de Associados, que terá a responsabilidade de decidir sobre os itens aprovados no Conselho. A convocação deve ocorrer dentro de um prazo de até 30 dias.
Pantaleão explicou que ainda há etapas internas antes da definição final sobre o formato de votação e os pontos que serão levados aos associados.
“A partir de agora, é fundamental deixar claro que quem decide é a Assembleia Geral. Eu, inclusive, ainda não deliberei hoje porque preciso analisar todas as atas anteriores. Foram muitas reuniões para verificar se já existe alguma definição sobre o que será encaminhado à Assembleia, evitando contradições. Questões como se vão as duas propostas mais votadas, apenas uma ou outro formato ainda precisam ser avaliadas. O próximo passo, portanto, é agendar a Assembleia e, com base nessas atas, definir o que será colocado na cédula de votação, para que os associados possam se manifestar e tomar a decisão final”, explicou.
Antes da realização da Assembleia, os pontos aprovados serão encaminhados à comissão responsável pela reforma do Estatuto, que ficará encarregada de revisar e ajustar o texto final. Segundo o dirigente, haverá prazo para análise antes da votação definitiva.
“Conforme solicitado pela própria conselheira Isabel, haverá um prazo de cinco dias para essa etapa. Isso não impede, no entanto, a marcação da Assembleia. Ela pode ser agendada desde já, respeitando o intervalo obrigatório de 30 dias. Nesse período, o texto pode ser ajustado para que chegue à Assembleia já em condições de ser apresentado em sua versão final para votação dos sócios”, completou.
Mudanças envolvendo o Fiel Torcedor
Entre os pontos debatidos, esteve a possibilidade de participação do Fiel Torcedor nas eleições do clube. Inicialmente, havia sido aprovado um prazo de quatro anos de associação para garantir o direito ao voto. No entanto, após nova deliberação, o período foi reduzido para três anos.
“O Conselho, agora, na reunião passada, na primeira parte, teve aquela votação em que foi definida a possibilidade de o Fiel Torcedor exercer o direito de voto para a diretoria, considerando um prazo retroativo de quatro anos. Agora, por uma questão de simetria, em função de outros temas que foram votados aqui com prazo de três anos, essa hipótese foi levantada novamente. Eu coloquei em votação, e a maioria absoluta concordou. Assim, a retroatividade passa a ser de três anos, e não mais de quatro”, destacou Pantaleão.
Baixa presença preocupa
Apesar do avanço nas discussões, o presidente em exercício do Conselho Deliberativo demonstrou insatisfação com a presença reduzida de conselheiros na sessão. De acordo com ele, o número de participantes ficou abaixo do esperado diante da importância do tema.
“É algo que entristece, de fato. Acho que é um tema que merecia mais atenção. Claro que cada um tem seus motivos pessoais para não comparecer, e não cabe a mim julgá-los, mas o quórum foi muito baixo. Isso preocupa, porque o assunto, como você mencionou, é de extrema importância e tem impacto direto na história e no dia a dia do Corinthians”, finalizou.