Cultural do Corinthians promove evento para exaltar as principais figuras negras da história do clube
- Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão
No último sábado (29), o Corinthians promoveu, na Neo Química Arena, um evento idealizado pelo seu Departamento Cultural sobre a “História Preta” do Alvinegro, que marcou a reinauguração do ‘Museu do Povo’ no estádio corinthiano. O local ganhou um acervo inédito, de maneira cronológica, a participação das figuras negras na história do clube do Parque São Jorge.
No evento, foram posicionadas sete bandeiras no vidro do segundo andar do setor Oeste da Neo Química Arena, com frases cada uma fazendo referência para alguns ídolos negros, como: Baltar (“O barro), Basílio (“A libertação), Zé Maria (“O sangue”), Wladimir (“O suor), Edilson (“A irreverência”), Rincón (“A glória) e Grazi (“A luta”).

Além disso, a programação do evento contou com a curadoria de Fernando Wanner, historiador do Corinthians, onde também foi criado um espaço colaborativo para que cada torcedor exponha seus itens relacionados ao Alvinegro, oportunizando cada um a deixar um pouco de sua marca na história do clube. No primeiro andar do setor Oeste, o Corinthians expôs um bandeirão escrito: “A história preta do Corinthians”, ao lado de figuras históricas dos 115 anos do clube.
Houve também a presença de grandes ídolos da história do Corinthians, como o ex-volante Basílio e o ex-atacante Edílson, além de artistas musicais e lideranças negras que contaram questões de engajamento social em relação ao combate ao racismo. A abertura da ação especial ficou por conta da bateria ‘Dona Elisa’ – ilustre torcedora corinthiana já falecida (sua filha, Dona Dirce esteve presente no evento) – , do Coletivo Democracia Corinthiana, com encerramento sendo feito pela bateria dos Gaviões da Fiel.

Por sua vez, na sala de imprensa, o NECO (Núcleo de Estudos do Corinthians) promoveu um bate-papo na Sala de Imprensa da Neo Química Arena com ex-jogadores e personalidades, discutindo estratégias de enfrentamento ao racismo e a valorização da memória preta no futebol. O intuito foi reforçar o papel do clube na defesa da igualdade racial e no resgate de histórias que muitas vezes foram invisibilizadas no esporte brasileiro.
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Sexta e sábado: 10h15 | 12h | 14h45
Domingo: 9h20 | 11h | 13h50
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