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Ala do Corinthians celebra vaga para decisão da LNF e comenta relação com Deives

29/11/2025 Por Fabio Luigi

  • Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

Na noite da última quinta-feira (27), o Corinthians chegou em sua quarta decisão de Liga Nacional de Futsal (LNF) na sua história (2016, 2020, 2022 e 2025) ao bater o Campo Mourão, pelo placar de 3 x 2, de virada, no Ginásio Wlamir Marques. O Alvinegro havia vencido o primeiro jogo por 1 x 0.

Após a partida, o ala Maicon, autor do terceiro gol do Corinthians – o da virada, concedeu uma entrevista exclusiva ao portal Meu Timão e foi questionado sobre diversos assuntos, como por exemplo sua possível preferência de adversário para enfrentar na final da LNF, sua relação com Deives, projeções para a decisão do Campeonato Paulista contra o Magnus, o fato de ser jovem e ser titular do Alvinegro e a relação com sua família – seu lado fora das quadras.

Foto: Beto Miller/Agência Corinthians

Maicon passou a ter oportunidades no profissional do Corinthians na temporada 2023 – três tentos em cinco jogos e, a partir deste ano, se consolidou como peça fundamental e titular do comandado pelo técnico Fernando Malafaia. Nesta temporada, são, até o momento, 19 gols marcados em 42 jogos. Em 2024, apesar de um ano coletivo ruim, já que a equipe foi eliminada precocemente no estadual e na LNF, foram 15 gols em 40 partidas.

Confira abaixo as respostas de Maicon ao Meu Timão:

Projeção para a final do Campeonato Paulista e importância da torcida – clássico contra o Magnus

“Em clássico, a gente tem que entrar bastante ligado. A gente sabe que a equipe deles é muito qualificada, é uma equipe que, se você dorme um pouco no jogo, eles podem se sobressair. Mas a gente vai treinar bastante durante a semana, ver vídeos sobre eles. O mais importante é focar em cada um dos jogadores. Cada jogador pegar, assistir ao vídeo, ver o que eles fazem; a gente faz bastante isso e trabalhar muito durante a semana.”

“No dia da final, a gente vem aqui, a torcida está apoiando a gente. Acho muito difícil a gente perder, como eles estão nos apoiando. Aí dá mais uma final, um clássico, aqui dentro, toda essa atmosfera, qualquer jogador que vem jogar contra, ele pode falar que não, mas ele vai sentir, porque a diferença que a torcida, a Fiel, faz, é muito diferente das outras torcidas. Então, estando aqui ou não, sendo clássico, acredito que eles vão lutar aqui, e isso aqui vai estar um caldeirão. E se a gente jogar certinho, se organizar bem dentro de quadra, entrar bem ligado, a gente pode ganhar o jogo e levar uma vantagem para sobrecarregar o adversário.”

Importância da torcida corinthiana para a classificação à final da LNF e jogar com ginásio lotado

“Para mim, é muito novo chegar aqui e jogar com o ginásio lotado. Pra mim, é novo por conta da idade, está acontecendo tudo muito rápido. A gente trabalhou, conseguiu alcançar a nossa meta, mas não o nosso objetivo, que é ser campeão. Temos outra batalha também, que é na próxima semana, na final do Paulista. A gente vai descansar, se preparar para ser campeão dessas duas finais. Como eu falei, é uma experiência nova, mas quando a bola rola, você acaba esquecendo tudo isso. Você sabe que a torcida está te apoiando, não está te atrapalhando. Você coloca na sua cabeça que você está fazendo o que você ama, que tudo está dando certo, está se realizando. Isso vai te ajudando durante o jogo e isso foi me ajudando bastante. Aí vai pegando confiança e aí as coisas começam a acontecer.”

Análise da partida contra o Campo Mourão

“A gente começou o jogo desligado. Conversamos bastante no vestiário antes do jogo sobre isso, mas aconteceu, mas o importante foi que a equipe conseguiu criar a situação para virar o jogo. Isso pra gente foi o mais importante. A gente sabia que era capaz de fazer isso por estar em casa, por ter o apoio da torcida. Aqui dentro é muito difícil a gente perder um jogo com a torcida apoiando. Ela faz uma diferença absurda para a gente, quando eles estão apoiando, como foi lá em Sorocaba. A torcida entra em quadra, faz muita diferença. Então, todo jogo que ela tiver, eu acho muito difícil a gente perder.”

Relação com Deives + Tratamento especial por ser jovem?

“Assim como o Deives tem uma força muito grande, por tudo que ele conquistou, pelo o que ele é, eu acho que ele, parando, faz uma diferença muito grande quando ele está jogando. E quando ele parar, porque ele influencia muito, é um ídolo, todo mundo quer ver ele e isso influencia muito aqui no futsal.”

“Algumas pessoas acham que a gente tem tratamento especial, mas não tem. Pelo que você apresenta dentro da quadra, principalmente aqui dentro, pelos meus companheiros de equipe, a gente se trata muito bem, sem estrelismo e tal. Não tem ninguém acima de ninguém. Eu acho que isso faz uma diferença muito grande. Tem algumas coisas que atrapalham por ser muito jovem, mas eu não deixo essas coisas subirem a minha cabeça. Eu continuo trabalhando, se eu for convocado, se for indicado a melhor da liga, se eu for o melhor jogador da liga, eu não deixo subir a minha cabeça, não vou parar, vou continuar trabalhando, porque o meu foco é me tornar um dos melhores, um dos maiores também do Eu vou trabalhar muito para isso.”

Capacidade técnica com a bola no pé + se vê protagonista da equipe?

“É uma experiência nova, mas quando a bola rola, você acaba esquecendo tudo isso. Você sabe que a torcida está te apoiando, não está te atrapalhando. Você coloca na sua cabeça que você está fazendo o que você ama, que tudo está dando certo, está se realizando. Isso vai te ajudando durante o jogo e isso foi me ajudando bastante. Aí vai pegando confiança e aí as coisas começam a acontecer.”

“Não me vejo como protagonista total, mas sonho em que isso aconteça. O meu maior sonho dentro do Corinthians é ser campeão, como corinthiano desde criança, com família inteira corinthiana. Para mim, estou realizando um sonho, realizando o sonho dos meus irmãos também, que tentaram ser jogadores de futebol e futsal, mas não conseguiram. Então, eles até brincam comigo e falam isso, mas sempre procuro relevar na esportiva todo o protagonismo, porque, quando entro em quadra, estou muito feliz. Entro para me divertir, não com o pensamento de que vai errar, que vai acontecer. Entro para me divertir, o protagonismo fica de fora.”

Fica no Corinthians Futsal diante das especulações de possível desativação da modalidade?

“Sim, ano que vem eu me vejo aqui. Por toda a especulação que rolou, acho que o futsal do Corinthians é muito forte. Acho que é muito difícil acabar. Por tudo que acontece aqui dentro, os jogos, a torcida, o associado, o que ele faz pelo clube, pelo futsal, é muito importante.”

Chances de ficar com a camisa 10 de Deives

“Meus amigos brincam bastante em relação a isso, se vou aguentar, se, por exemplo, o Deives aposentar e se pegar a (camisa) 10. Eu falei: ‘O lugar dele no clube eu acho que ninguém vai chegar’. Ele é o maior ídolo da história do clube no futsal para mim, tem uma estátua na entrada do Ginásio. Acho muito difícil chegar, mas o máximo eu vou tentar chegar perto, que eu sei que é muito difícil, por tudo que ele conquistou, por tudo que ele jogou, por tudo que ele decidiu aqui dentro. Não vai ser qualquer um atleta que vai chegar aqui e vai fazer o que ele fez. Ele está eternizado, é o número um de todo o futsal aqui do Corinthians, e acho muito difícil alguém mudar isso.”

O Maicon ‘fora das quadras’

“Eu não me apego a isso. Meus amigos até falam às vezes.’ Você é o Maicon’, mas eu não me apego a isso. Quando eu chego em casa, para mim eu sou o Maicon de casa, eu não sou o Maicon, do Corinthians. Para mim isso que é o mais importante, eu estando com meus amigos. em paz, sem ser o Maicon do Corinthians em todo lugar. Pra mim é muito bom, mas eu gosto muito de estar aqui, ter o carinho das crianças, ter o carinho do pessoal daqui, pra mim é muito importante e eu fico muito feliz por tudo isso.”

Balanço da temporada 2025

“Sim, sim, a gente começou a temporada assim (chegando em finais). Chegamos agora na quinta final do ano, ganhamos dois títulos, mas por ele a gente sempre quer mais. Por ser o final de carreira dele, ele merece terminar o final da carreira dele assim. Todo mundo, a gente se entrega, sempre primeiramente ao Corinthians, mas a gente joga por ele também, por ele estar em cima na carreira dele, pela pessoa que ele é e por tudo que ele faz por nós. Ele merece tudo isso.”

Preferência entre Jaraguá ou Atlântico na final da Liga Nacional?

“Não tenho preferência. São duas equipes com características diferentes, mas muito qualificadas. O Atlântico é muito forte em casa, como o Jaraguá também. Na arena deles, eles lotam o ginásio. Acho que faz muita diferença lá também. A gente teve bastante jogo lá no passado. A torcida faz muita diferença e o time deles é muito qualificado. Os dois, como o Atlântico e o Jaraguá.”

“Acredito que não escolho adversário. A gente tem que trabalhar para o que daí vier. Devemos continuar treinando com humildade, pensar primeiro no jogo de terça-feira contra o Magnus, e depois, esfriar a cabeça, pensar no jogo da Liga Nacional, que ainda não tem adversário. Então, acho que a gente não tem que pensar nisso. O momento é de desfrutar, aproveitar o momento, que é muito difícil chegar na final da Liga. Todos falam isso: ‘Aproveita porque é muito difícil’, ainda mais para a gente que é mais jovem, nunca viveu isso, é novo. Então, a gente tem que desfrutar do momento, aproveitar até chegar lá e trabalhar muito forte para ser campeão.”

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