Entenda trecho da reforma do estatuto do Corinthians que prevê verba para o Conselho Deliberativo
- Por Daniel Keppler / Redação da Central do Timão
Na tarde desta segunda-feira, 27, o presidente do Conselho Deliberativo (CD) do Corinthians Romeu Tuma Júnior concedeu entrevista coletiva à imprensa no Parque São São Jorge e discorreu sobre as principais novidades do anteprojeto da Reforma do Estatuto do clube. Um dos itens explicados foi a previsão de verba para o próprio CD, a fim de financiar seu funcionamento – o dirigente negou que a proposta preveja remuneração de conselheiros.
“Não há remuneração para conselheiros. Os únicos cargos passíveis de remuneração são aqueles previstos no Plano de Cargos e Salários (PCS), que será aprovado conforme o novo estatuto. O que existe é a previsão de destinar 0,5% do orçamento para as atividades do Conselho Deliberativo, com o objetivo de garantir sua independência. Hoje o conselho não é totalmente autônomo: os poucos funcionários que o auxiliam pertencem à diretoria, o que limita a atuação fiscalizadora.”

Segundo Tuma, um orçamento próprio permitiria ao Conselho Deliberativo tomar ações como a manutenção de um site e portal da transparência, além de abrir a possibilidade de transmitir eventos e prestar contas segundo seus critérios, além de outras questões, como a contratação de urnas eletrônicas e sistemas com comprovante e possibilidade de auditoria para as votações conduzidas no Alvinegro.
A autonomia financeira, ainda de acordo com ele, faria com que o CD deixasse de ser dependente da diretoria, reduzindo o risco de influências políticas. “O Conselho precisa ter verba própria para atuar de forma independente. Ele deve contar com recursos para sustentar o Conselho Fiscal, que hoje depende de um secretário vinculado à diretoria. A futura Comissão de Ética e Integridade também precisa ter autonomia funcional — sem isso, não há independência real”, sustentou.
Tuma prosseguiu: “Um órgão de fiscalização deve ser autônomo, com recursos suficientes para garantir sua própria gestão. Por isso, foi proposto o índice de 0,5% do orçamento, apenas como referência. Esse valor pode ser ajustado — para mais ou para menos —, conforme deliberação em plenário. O ponto central não é o montante, mas assegurar que os órgãos fiscalizadores tenham meios para trabalhar, prestar contas e agir com transparência”
Outro item relevante citado neste tema diz respeito à suspensão dos direitos políticos dos associados que possuírem vínculo com o Corinthians: “Esta medida evita pressões políticas e garante atuação técnica e imparcial. No passado, houve casos de funcionários obrigados a votar em determinados candidatos, o que chegou a gerar ações judiciais. Situações como essa não podem mais ocorrer. O Corinthians precisa viver uma nova fase — mais séria, profissional e transparente, com governança e fiscalização efetiva, deixando para trás práticas que comprometem sua credibilidade e seu futuro”
Por fim, o vice-presidente do CD Leonardo Pantaleão pediu a palavra, para explicar mais detalhes na norma proposta. “Para manter suas atividades e garantir sua independência, o Conselho Deliberativo — e não os conselheiros individualmente — terá direito a até 0,5% do orçamento anual da diretoria, devendo prestar contas conforme determina o estatuto. É importante destacar que esse percentual não é fixo: trata-se de um limite máximo. Caso haja sobra de recursos, o valor remanescente será devolvido à diretoria, como prevê o próprio parágrafo 11”, reforçou.
Veja Mais:

Viva a história e a tradição corinthiana no Parque São Jorge. Clique AQUI e garanta sua vaga!
Sexta e sábado: 10h15 | 12h | 14h45
Domingo: 9h20 | 11h | 13h50
Matheus Bidu finaliza vitória do Corinthians no Brasileirão com números de destaque
Corinthians retoma treinos no CT após conquista da Libertadores Feminina
Dupla de atacantes lideram artilharia do Corinthians desde a chegada de Dorival Júnior