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Presidente da Ética renuncia ao cargo; Conselho Deliberativo analisa sucessão

12/08/2025 Por admin
  • Por Larissa Beppler e Daniel Keppler / Redação da Central do Timão

Os bastidores do Corinthians seguem movimentados mesmo após a cassação do mandato presidencial de Augusto Melo, oficializada pelos sócios do clube em Assembleia Geral no último sábado, 9. Isso pois a Comissão de Ética e Disciplina (CED), um dos órgãos internos mais importantes do clube, está sem comando desde a sexta-feira, 8, após o presidente Roberson de Medeiros, o “Dunga”, renunciar ao cargo.

Dunga assumiu a presidência da CED ao ser eleito vice-presidente do Conselho Deliberativo (CD) em fevereiro de 2024, acumulando a função conforme prevê o artigo 87 do estatuto do Corinthians. Entre abril e maio deste ano, afastou-se do cargo por duas vezes, alegando motivos de saúde, e agora renuncia pelo mesmo motivo, a fim de cuidar da vida pessoal.

A Central do Timão apurou que, com a renúncia de Dunga, o Conselho Deliberativo iniciou uma análise sobre sua sucessão. O motivo é a falta de previsão estatutária ou regimental para esse tipo de situação: o estatuto não trata do tema, e o regimento interno do CD prevê que o primeiro secretário assuma a função apenas temporariamente, em casos de ausência ou impedimento, e não de forma definitiva em caso de renúncia.

Além disso, existe a compreensão de que não seria possível sequer o uso análogo da norma acima, presente no artigo 17 do regimento, já que atualmente a primeira secretaria do CD é ocupada por Maria Ângela Ocampos, uma das autoras da tentativa frustrada de retorno de Augusto Melo à presidência do Corinthians e que responde a procedimento na Ética por isso, tendo sua suspensão do clube recomendada pelo relator Rodrigo Vicente Bittar.

Bittar chegou a ser cogitado nos bastidores para suceder Dunga na presidência da CED, por ocupar a secretaria do órgão. A ideia, porém, vem sendo descartada por não ter amparo no estatuto nem no regimento.

Dessa forma, segundo apurado pela redação, a solução seria realizar uma eleição extraordinária no Conselho Deliberativo para escolher um novo vice-presidente, que, consequentemente, assumiria também a presidência da Comissão de Ética e Disciplina. No entanto, ainda não houve decisão final do órgão, responsável por deliberar sobre os casos omissos do estatuto.

E o caso dos cartões corporativos?

A renúncia de Dunga, porém, não afeta, por ora, a apuração interna que o Corinthians conduz sobre os gastos no cartão corporativo nas gestões Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves, solicitada por associados e conselheiros e recomendada pelo Conselho de Orientação (CORI).

Isso pois a apuração está, desde o último dia 1º de agosto, na Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo. O procedimento administrativo foi aberto para que o órgão analise as denúncias e dê um parecer sobre as acusações feitas, para ser encaminhado à Ética. O trâmite, por sinal, é o mesmo que foi adotado no impeachment de Augusto Melo, ainda em 2024.

Os demais processos em andamento na CED continuam seu curso normalmente, pois Dunga já havia designado relatores para dar continuidade à instrução dos casos antes de sua renúncia.

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