Corinthians homenageia Terrão em nova quadra no Parque São Jorge; ex-jogador exalta iniciativa
- Por Daniel Keppler / Redação da Central do Timão
O Parque São Jorge recebeu um evento diferente na manhã deste sábado. O Corinthians inaugurou em sua sede um novo gramado sintético laranja, construído em parceria com a patrocinadora Soccer Grass. A cor remete ao histórico Terrão, onde foram formados centenas de jogadores do clube, incluindo ídolos históricos como Neco, Luizinho, Rivellino, Casagrande, Wladimir, Viola, Zé Elias e Dinei.
Alguns destes ex-jogadores estiveram presentes, inclusive, assim como membros da gestão interina do clube – o presidente Osmar Stabile, o vice Armando Mendonça, o diretor da base Carlos Roberto Auricchio (o “Nenê do Posto”) e o diretor de Esportes Terrestres Marco Polo Lopes Pinheiro compareceram à inauguração. O presidente afastado Augusto Melo também foi visto no local.

Um banner foi instalado ao lado da quadra, celebrando o Terrão como formador de atletas no Corinthians e destacando nomes de atletas que defenderam o clube ao longo de sua história. Durante o evento, o historiador Fernando Wanner ressaltou: “O Corinthians é o único clube grande que saiu da várzea”. Na sequência, os ex-atletas presentes receberam medalhas contendo terra do antigo campo.
No final da inauguração, também foi exposto um totem, também instalado próximo à quadra, com chuteira sobre terra, acompanhado de uma placa com os seguintes dizeres: “Do Terrão para o futuro / Neste sagrado solo de terra vermelha, sonhos foram plantados, craques nasceram e a raça corinthiana floreceu. / Esta terra testemunhou a luta de jovens atletas que, com garra e humildade, construíram suas histórias e eternizaram seus nomes do Corinthians. / A terra muda, mas o legado jamais será esquecido. / Filhos do Terrão, para sempre em nossos corações! / O Terrão é a raiz de um Corinthians gigante!”
Por fim, Osmar Stabile cortou a fita inaugural, marcando o início das atividades com partidas do Cifac no mesmo dia. A ideia é que a nova quadra seja utilizada por categorias do Sub-6 ao Sub-14, além de atletas em adaptação ao clube, substituindo o campo de terra que formou gerações de jogadores.

Presente no evento, o ex-jogador Dinei, que atuou nas categorias de base como observador técnico na gestão Augusto Melo, falou sobre a importância do Terrão para sua carreira. “O Terrão ensinou a dar mais habilidade. A bola vem viva e você tem mais reflexo. Você tinha que driblar o adversário e dominar a bola. Vi uma vez a entrevista do (Vanderlei) Luxemburgo que ele falava que tinha que ter campo de terra para a molecada, principalmente nos nove aos 13 anos, para treinar uma ou duas vezes na semana para a molecada ter mais reflexos. Antigamente, os jogadores eram muito mais habilidosos por causa desse tipo de campo”, disse.
Ele prosseguiu: “Era nossa alegria. Era uma marca do Corinthians. Enquanto os outros treinavam na grama, a gente era feliz no terrão. Fiquei feliz com essa iniciativa do Osmar (Stabile), porque isso volta à raiz do Corinthians, mesmo que seja sintético. Fiquei feliz que é laranja, pois marca nossa história. A molecada que chegar vai falar ‘o terrão era dessa cor’.”
O multicampeão pelo Alvinegro ainda citou outros nomes formados na terra sagrada. “Quantas vezes já saí cheio de terra, tomava banho e a terra não saía e chegava em casa cheio de terra e minha mãe perguntava se eu não tomava banho. Saíram vários craques daqui. O jogador que mais vestiu a camisa do Corinthians, o Wladimir, saiu daqui. Eu sou um dos caras que têm mais Brasileiros pelo Corinthians. Saiu Viola tetracampeão brasileiro. Saiu Paulo Sérgio também campeão brasileiro. Casagrande da Democracia (Corinthiana). Rosinei… Isso significa nossa história”, declarou.

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