Presidente dos Gaviões da Fiel rebate Romeu Tuma Jr. após entrevista e critica comparação com o Flamengo
- Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão
O presidente da Gaviões da Fiel, Ale Oz, respondeu com veemência às declarações feitas por Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians. Durante uma entrevista coletiva realizada na última sexta-feira, Tuma afirmou que o clube “precisa ser como o Flamengo”, o que provocou forte reação da principal torcida organizada do Timão.
Logo no início do vídeo publicado por Ale Oz, ele criticou a comparação feita com o rival carioca: “Acabei de ver a coletiva do presidente do Conselho, Romeu Tuma Jr., onde ele soltou algumas frases infelizes, né? Romeu Tuma, se você quer ser igual ao Flamengo, fale por você. A nação corinthiana pode ter certeza que não quer ser o Flamengo, não. Pelo contrário, né? O Flamengo quer ser o Corinthians, pela toda a sua grandiosidade e por toda a sua história.”

Na sequência, Ale intensificou as críticas à postura de Tuma, acusando o dirigente de ter responsabilidade direta pela situação atual do clube, por sua longa participação na política interna alvinegra.
“Já que você quer ser tanto o Flamengo, bom, vai lá pro Flamengo, cara. Você que está há 30 anos aqui, você também é responsável de que o Corinthians está na situação que está hoje. Você está há 30 anos aí, administrando o Corinthians também, de alguma maneira. Certo? Corinthians, tudo que está acontecendo, essa é para você, Corinthians, não para você agora.”
Segundo Ale, a entrevista de Tuma foi uma reação à mobilização recente da torcida, que tem pressionado os dirigentes por mudanças e mais transparência, especialmente após protestos na sede do clube.
“Tudo que está acontecendo, está mais do que claro que aquele protesto que nós fizemos na frente do Parque São Jorge incomodou. Incomodou os egocêntricos aí. Sabe por que incomodou? Porque hoje você está debatendo o Corinthians. Hoje você quer saber a reforma do estatuto. Você quer saber se realmente essa reforma do Estatuto não vai ser mais do mesmo, se vai ser realmente uma reforma que vai dar novos rumos ao Corinthians, ao nosso glorioso Corinthians.”
Ele também destacou o engajamento crescente da torcida nas questões políticas do clube, em resposta à crise institucional.
“Hoje o Corinthians se politizou. O caos fez o Corinthians se politizar. Eu já falei pra você, Tuma. Meu pai sabe quem é você. Meu pai sabe quem é o presidente do Cori. Onde que no passado o Corinthians tinha que saber todas essas figuras que compõem essa política interna do clube? Sabe por que que sabe? Por causa do caos. Isso incomoda vocês. Porque todas as decisões eram feitas do portão para dentro. Hoje o corinthiano que está do portão para fora também quer decidir.”, afirmou.
“Ele quer saber das decisões que estão sendo feitas dentro do Parque São Jorge. Sabe por quê? Porque nós estamos no fundo do poço. E o corinthiano geral hoje quer ajudar nisso. Então, presidente, quer tirar o corinthiano do fundo do poço? O corinthiano geral quer tirar o corinthiano do fundo do poço. Só que vocês hoje não abrem para o corinthiano geral.”, continuou.
Ale também questionou a falta de divulgação sobre a reforma do estatuto e cobrou transparência por parte do Conselho.
“Ô, Romeu Tuma, qual que é a sua dificuldade de você abrir a reforma do Estatuto público no geral? Isso te incomoda? É isso que está te incomodando? Você está me citando, citando Gaviões. O nosso jurídico entrou em contato com você dia 25 de julho, pedindo todas essas dívidas aí que vocês toda hora citam que o Gaviões tem, que a torcida tem. Manda para nós, vamos debater essas dívidas também.”, disse.
Ele ainda reforçou o pedido por esclarecimentos sobre supostas pendências financeiras: “Uma dívida oficial, manda para a gente, pra gente conversar. Atende o nosso jurídico, que mandou uma mensagem para você. Por que que não é interessante? A gente debater essa dívida. Se nós estamos devendo, nós vamos pagar. Por que não é interessante vocês mandarem isso para nós? Nós, direitos, que entramos em contato com vocês.”
O líder da Gaviões destacou que o incômodo causado pela torcida organizada é um sinal de que estão no caminho certo: “Então, nação corinthiana, estamos no caminho certo. Não vamos desistir. Só de incomodar o presidente do Conselho, que não era pra incomodar ele, era pra incomodar outras pessoas. Mas já que ele está se sentindo incomodado, está se sentindo pressionado pela Fiel Torcida, estamos no caminho certo.”
Ele também defendeu a participação do torcedor comum nas discussões políticas do clube: “Nós queremos saber quais são essas pautas da reforma do estatuto. O corinthiano quer debater Corinthians. Que mal tem o corinthiano debater o Corinthians? Nenhuma.”
Em resposta à insinuação de Tuma sobre sua atuação nos últimos anos, Ale rebateu: “Quer saber onde eu estava nesses anos citados por você aí, né? Nós estávamos combatendo a Renovação & Transparência. Fazendo um serviço que vocês deveriam ter feito, como conselheiros, né? Vocês têm um poder político dentro do clube. Mas nós, como torcida organizada, estamos fazendo nosso papel. Mesmo na pandemia. Estávamos lá fora protestando contra a aprovação de contas da Renovação & Transparência.”
Ele relembrou que o Conselho tentou dificultar manifestações da torcida durante esse período: “Inclusive o Conselho tentou mudar até pra dentro da Arena, né? Por questões de segurança. E no final das contas, vocês acabaram aprovando as contas da Renovação & Transparência numa reunião via online. Mesmo assim estávamos na frente do Parque São Jorge numa pandemia. Você queria que nós fizéssemos o quê, Romeu Tuma Júnior? Aprovação de contas via online? Desligasse a internet de vocês?”.
Por fim, Ale Oz concluiu cobrando que Tuma também cumpra seu papel institucional como presidente do Conselho Deliberativo.
“Se você estava com uma dúvida onde eu estava, eu estava lá combatendo a Renovação & Transparência. Agora cabe a você, como presidente do Conselho, fazer o seu papel. Então vamos fazer o nosso papel? Eu como presidente de torcida organizada e você como presidente do Conselho? Vamos falar o que realmente interessa? Faz o seu papel que eu faço o meu então. Fechou? Vamos fazer assim então? Então é isso.”, finalizou.
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