Há 37 anos, morria Oreco, fazendo o que amava: jogando futebol
- Por Nágela Gaia / Redação da Central do Timão
Em 3 de abril de 1985, numa quarta-feira, aos 52 anos, Oreco, um dos melhores defensores da história no Corinthians, morria vítima de infarto agudo do miocárdio, enquanto jogava uma partida de futebol com amigos veteranos. Seu corpo foi velado no Parque São Jorge.
Contratado junto ao Internacional, em 1957, para jogar como quarto zagueiro, Valdemar Rodrigues Martins, o Oreco, fez sua primeira partida pelo Corinthians em abril de 1957, contra o Botafogo (RJ) no Pacaembu.
Canhoto, habilidoso e polivalente, demonstrava grande facilidade em se adaptar a novas posições. Atuou como ponta-esquerda, lateral-esquerdo, lateral-direito e quarto-zagueiro.
No Corinthians não ganhou títulos, mas ajudou o time a conquistar a Taça dos Invictos, em 1957. Suas boas atuações o levaram à Seleção que disputou o mundial da Suécia em 1958. Foi o suplente de Nilton Santos e voltou da Europa como Campeão do Mundo.
Ao todo, Oreco jogou 11 vezes pela Seleção Brasileira e além da Copa de 1958, ganhou o Pan-Americano (1956), Copa Rocca (1957) e Taça Oswaldo Cruz (1958 e 1961).

Oreco honrou a camisa do Timão por oito anos, de 1957 a 1965. Fez parte do time que goleou o Barcelona no Camp Nou, por 5 x 3, em jogo válido pelo Torneio Costa do Sol, em 24 de junho de 1959.
Sobre sua passagem pelo Corinthians em entrevista a Wanderley Nogueira, Oreco disse:
“Foi algo maravilhoso em minha vida. Sentir aquela torcida enorme e exigente. Jogar no Corinthians é sonho e pesadelo”.
Oreco fez 408 jogos com a camisa do Timão, foram 222 vitórias, 89 empates, 97 derrotas, três gols a favor e um gol contra.
