Fernando Prass diz que gol de Paulinho na Libertadores foi o mais dolorido que sofreu na carreira
- Por Tatiane Vidal / Redação da Central do Timão

Neste domingo (14), Fernando Prass, ex-goleiro que marcou história no Palmeiras e Vasco, esteve no canal Desimpedidos no Youtube para participar do “Desafio do Fred”. Entre vários assuntos, o ex-arqueiro foi questionado sobre o gol mais dolorido que sofreu.
O tento escolhido por Prass foi marcado por Paulinho decretando vitória do Corinthians sobre Vasco da Gama no Pacaembu. A vitória pelo placar de 1×0 garantiu a classificação do Timão para a semifinal da Libertadores de 2012, onde se consagrou campeão.
O jogo ficou marcado também pela grande defesa de Cássio. Após falha do lateral corinthiano Alessandro, a bola sobrou para o atacante Diego Souza que armou rápido contra-ataque sozinho. Ao finalizar no canto, Cássio fez uma defesa milagrosa na ponta dos dedos e salvou o Timão de ser eliminado no torneio. Depois do lance, Paulinho marcaria o gol decisivo.
“O gol mais doído, cara… Foi do rival do Palmeiras, foi do Corinthians. Aquele jogo Vasco x Corinthians (na Libertadores de 2012), do Paulinho, de cabeça. Seis meses depois eu estava sendo contratado pelo Palmeiras. Se eu soubesse, teria esticado o braço um pouquinho mais.”, brincou Prass.
“O jogo em São Januário tinha sido 0 a 0, teve um gol anulado do Alessandro que até hoje não dá para saber se estava impedido ou não. No jogo da volta, estava indo para os pênaltis, o jogo estava equilibrado para caramba e o Diego (Souza) tinha tido aquela chance. Muita gente não lembra, mas o Cássio defendeu e foi para escanteio, que o Juninho Pernambucano bateu e o Nilton cabeceou no travessão, na sequência desse lance do Diego Souza. Depois, teve essa jogada do gol do Corinthians, que nasceu de uma falta. O cara do Corinthians bateu rápido, e deu escanteio. Quem apanha não esquece… E aí, deu o escanteio e o gol. No fim do jogo, uma falta falta na direita que o Juninho bateu, o Rômulo subiu. Se ele deixa a bola bater, a bola entra. Ele não pegou bem na bola, e a bola saiu tirando tinta. O 1 a 1 era do Vasco.”, explicou o goleiro.
“Foi um rebote, o Alessandro chutou, bateu em alguém e a bola sobrou no Diego Souza. Ele foi indo, foi indo… Todo mundo parou, eu fui andando. Quando ele errou o gol, tinha uns cinco ou seis atrás de mim. Parece que o estádio parou, mesmo.”, concluiu Fernando Prass.
Fernando Prass atuou no Vasco por mais seis meses depois da partida decisiva e no ano seguinte foi contratado pelo rival Palmeiras, time que defendeu até 2019. A última equipe do arqueiro foi o Ceará, onde ficou até fevereiro de 2021, quando anunciou aposentaria do futebol aos 42 anos.
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