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Tamires revela inspiração em Sissi e acha difícil prever desfecho entre Corinthians e Lyon, da França

05/12/2020 Por Larissa Beppler
  • Por Tatiane Vidal / Redaçaõ da Central do Timão

Um dos lances mais marcantes da Seleção Brasileira Feminina na Copa do Mundo da França 2019 saiu dos pés de Tamires. A lateral, encurralada no meio de campo, enfiou a bola entre as pernas da marcadora Gielnik da Austrália e lançou na medida para Debinha cruzar a bola na cabeça de Cristiane que marcou um golaço para o Brasil.

Na Seleção Brasileira comandada por Pia Sundhage, Tamires atua na lateral, e no Corinthians de Arthur Elias é usada no meio de campo, para potencializar sua qualidade ofensiva e poder fazer mais lances como esse.

Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Em entrevista exclusiva para Fifa, Tamires falou sobre Sissi ter sido uma inspiração e o quanto o futebol feminino cresceu e ainda pode evoluir.

“As mulheres foram proibidas de jogar futebol no Brasil por lei de 1941 a 1979. A geração de Sissi, Michael Jackson, Roseli, Pretinha mostrou que o futebol feminino brasileiro tinha potencial. A mídia não deu a elas o valor que elas mereciam, mas devemos muito a elas. Assistir a Sissi na televisão me deu vontade de ser jogadora de futebol e vestir a camisa brasileira.”

“Outro momento surpreendente foi em 2004, quando as meninas jogaram de forma extraordinária, jogaram um futebol bonito e chegaram à final das Olimpíadas. Mesmo assim, eles não receberam a atenção que mereciam, mas inspiraram, deram um exemplo para as gerações futuras.”

“Os Jogos Pan-americanos de 2007 – 70.000 no Maracanã para a final contra os Estados Unidos. Foi um grande momento. Acho que a Copa do Mundo Feminina do ano passado deu um grande impulso ao futebol feminino. Passamos de um repórter cobrindo nossas partidas para uma visibilidade imensa. Esse foi outro momento incrível. Isso ajudou a aumentar a popularidade do futebol feminino no Brasil, mas é importante que continuemos crescendo o esporte ano a ano.”

A jogadora do Corinthians não se furtou de elogiar o grande campeão francês, referência mundial na modalidade, o Lyon. Um dos maiores desejos da torcida corinthiana que acompanha o futebol feminino do clube é ver um mundial entre Corinthians e Lyon. Na entrevista a pergunta foi levantada:

“O Lyon é uma referência mundial no futebol feminino. O que eles conquistaram, ao longo de tantos anos, é incrível. Eles são um exemplo para todos. Eu não posso te dizer quanto respeito e admiração eu tenho por eles. O Corinthians deseja fazer o mesmo. Não queremos ser referência apenas no Brasil, mas no mundo também. Temos que continuar trabalhando muito, aprendendo para que, se tivermos a oportunidade de enfrentar o Lyon – e outras grandes equipes do futebol feminino – estejamos preparados. Acho que ambos fizemos um ótimo trabalho em nossos países e é difícil prever o que aconteceria se o Corinthians enfrentasse o Lyon.”

Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

A atleta também elogiou o técnico Arthur Elias pela sua evolução tática e sua companheira de equipe Andressinha, que tem feito um ano de números expressivos dentro de campo.

Sobre o Avaí/Kindermann adversário do Corinthians na grande final deste domingo (06) na Neo Química Arena, ela não titubeou em reforçar os pontos fortes do grupo e onde o Corinthians precisará tomar cuidado:

“Elas são uma equipe muito competitiva. E estão na final do Brasileiro por mérito. Tem um plantel muito forte, tem o Jorge Barcellos, um técnico muito bom e experiente. Suas jogadoras entendem as instruções do seu treinador, elas jogam muito bem em equipe e mentalmente são muito fortes em momentos decisivos.”

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