Conmebol muda Sul-Americana por mais brasileiros na televisão
- Por Eduardo Quintino/Redação da Central do Timão
Nova versão do torneio visa maior audiência e arrecadação no Brasil

A entidade anunciou uma série de alterações no regulamento da Copa Sul-Americana, que passará a ter uma fase de grupos, em formato similar ao da Liga Europa. Sem a DAZN, a confederação decidiu utilizar seu próprio canal, a Conmebol TV, para ganhar audiência e receita. Assim, o novo formato da competição procura aumentar o número de jogos de clubes brasileiros e argentinos.
Na edição do ano passado, quando o Corinthians chegou às semifinais, a Copa Sul-Americana teve um déficit de 13 milhões de dólares. A receita foi de US$ 46,5 milhões, mas as despesas foram de US$ 59,8 milhões. A mudança de formato visa atrair mais dinheiro da televisão à competição e abre a perspectiva de um acordo com a TV aberta brasileira para a transmissão do torneio no país.
Antes 100% eliminatória, a Sul-Americana terá um formato quase igual ao da Libertadores: uma fase classificatória, em mata-mata, seguida de uma fase de grupos com 32 clubes (em oito grupos de quatro equipes) e a última etapa, eliminatória, das oitavas-de-final à final.
Dos times da fase de grupos, seis virão do Brasil, seis da Argentina, 16 virão das preliminares e os quatro restantes serão os eliminados na última fase preliminar da Libertadores. Assim, no mínimo 36 partidas de brasileiros e 36 de argentinos estão garantidas na nova versão da Sul-Americana.
Assim, mesmo com a intenção declarada de tornar a competição mais “competitiva e representativa”, o objetivo desse formato é atrair os maiores mercados do continente. Sob a administração de Alejandro Dominguez, a Conmebol tem aumentado a cota de brasileiros e argentinos em suas competições para aumentar o caixa da entidade.
Com maior participação de equipes muito populares, como o Corinthians, a confederação tem muito a ganhar em audiência e receita.