Odebrecht quitada e parcelas de R$ 3 milhões com a Caixa; como estão as negociações da Neo Química Arena
- Por Redação da Central do Timão
Conversas se encaminham para um final feliz e a depender, Corinthians poderá até ficar com parte das receitas produzidas pelo estádio
Corinthians negocia para ficar com parte da receita produzida pela Neo Química Arena. A negociação com a Caixa Econômica Federal, que ganhou novos rumos com a chegada dos R$ 300 milhões em 20 anos a serem pagos pelo grupo Hypera Pharma, está chegando ao final. As informações são da Gazeta Esportiva, na manhã deste sábado (03).
Há um ano, a Caixa entrou com ação na Justiça cobrando R$ 536 milhões da Arena Itaquera S/A, empresa sócia do Corinthians e dona do estádio do clube. O banco alegava atraso de seis parcelas do pagamento mensal do estádio, de março a agosto de 2019.
Desde então, Corinthians e Caixa dialogam em busca de um acordo para o impasse. Tendo em vista o interesse das partes em obter um fim consensual da execução, por três vezes a Justiça determinou sua suspensão, sendo a última vez em 23 de setembro, ficando o processo aguardando o desfecho do acordo para novembro.
Segundo a Gazeta Esportiva, o Corinthians espera que a parcela mensal do financiamento fique na casa dos R$ 3 milhões. Atualmente, esta parcela é de R$ 5,7 milhões.
As conversas já haviam rendido grandes alinhamentos, destacando-se o alongamento do prazo para pagamento, que era até 2028 e vai se estender até 2032. Outro acordo feito previamente foi a diminuição do valor das parcelas (atualmente R$ de 5,7 milhões mensais) nos meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, quando existem menos jogos na Arena Corinthians.
Porém, com a entrada do valor anual do naming rights, pode ser que não seja mais necessário usar esse argumento. Caso consiga renegociar as parcelas para o valor de R$ 3 milhões mensais, o Clube precisaria de apenas R$ 21 milhões/ano para quitá-las, uma vez que pode contar com os R$ 15 milhões fixos pagos pela Hypera Pharma.
Com receita líquida atual de R$ 40 milhões anuais, mais R$ 20 milhões conseguidos com outras receitas, o clube pode entrar em uma fase de tranquilidade com relação à Arena.

Odebrecht
O jornalista Thiago Salazar, da Gazeta Esportiva, ainda revela que a negociação com a Odebrecht está concluída e o Corinthians não tem que pagar mais nada à construtora. É aguardada apenas a homologação do acordo, que depende da assembleia de recuperação judicial da OPI, que foi adiada para 3 de novembro.
Em 22 de abril em Assembleia Geral de Credores da Odebrecht foram aprovados os termos de recuperação judicial da construtora e de outras 11 empresas que são controladas pelo grupo. A Odebrecht não incluiu a dívida do Corinthians na recuperação judicial.
Com isso, o Corinthians ficou livre para negociar a dívida diretamente com a construtora, sem o amparo da recuperação judicial. Na prática, significa que a negociação entre as partes não necessitaria da aprovação dos credores da empresa, e foi uma ótima notícia para o clube. Tal retirada foi referendada por decisão judicial proferida nos autos do processo de recuperação judicial.
A OPI (Odebrecht Participações e Investimentos) é detentora de 11% da SPE Arena, Sociedade de Propósito Específico que opera e gere a Arena Corinthians e credora de R$ 610 milhões em debêntures emitidas à Arena Itaquera S/A. Tais títulos de crédito tiveram como finalidade o aporte de valores para viabilizar a realização da obra.