Conselho do Corinthians agenda reunião com Andrés e Gobbi para analisar contas de 2019
Presidente do CORI diz que não há problema sem solução; oposição já se articula para rejeitar as contas

O Conselho de Orientação (CORI) do Corinthians agendou para a próxima segunda-feira (11), uma reunião, por videoconferência, para analisar as contas do clube em 2019. A discussão contará com o presidente Andrés Sanchez e o ex-presidente Mario Gobbi, pré-candidato da oposição para a eleição de novembro.
As demonstrações financeiras de 2019, por lei, deveria ter sido publicado até o último 30 de abril. Por não ter dado transparências às contas, dirigentes e Clube poderão sofrer punições, inclusive ser excluído do Profut, o que seria o caos para as finanças do Corinthians.
De acordo com cópia do balanço que foi parar nas mãos da imprensa, o clube Alvinegro apresenta déficit de R$ 177 milhões em 2019, além de um crescimento da dívida de 42%, chegando a R$ 665 milhões.
A oposição do clube já se articula para que as contas não sejam aprovadas, o que pode gerar um processo de impeachment do atual presidente Andrés Sanchez. Em entrevista recente ao blog do PVC, o presidente disse que, se isso acontecer, ele antecipará a eleição presidencial.
O presidente do CORI, Roberson Medeiros, confirmou a reunião ao jornalista Bruno Cassucci, do site GloboEsporte.com.
“Faremos em forma de videoconferência. É uma inovação diante dessa pandemia, não podemos ficar parados. Precisamos fazer o clube continuar e enfrentar essa situação de frente. Não existem problemas que não possam ser solucionados”, declarou.
O CORI é formado por dez membros natos, entre eles os ex-presidentes Roberto de Andrade, Mário Gobbi e Alberto Dualib, e mais dez conselheiros que se revezam a cada ciclo eleitoral de três anos.
A função do CORI é apenas emitir parecer sobre as contas, assim como o Conselho Fiscal. É o Conselho Deliberativo do clube, presidido por Antonio Goulart, quem aprova ou não o balanço.
Além da aprovação do Conselho, seria necessário o voto dos sócios, o que se dá por assembleia geral, o que é impossível de ser feito no momento, devido aos riscos de infecção por coronavírus.
Por Redação da Central do Timão