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A BUSCA PELA VELOCIDADE: Novo preparador físico Michel Huff destrincha método de preparação baseado em jogo rápido

11/01/2020 Por Larissa Beppler

Profissional atuou na Europa e traz na bagagem muitos conceitos de preparação focados no estilo de jogo a ser praticado

Michel Huff concedeu entrevista coletiva neste sábado (11) no CT Dr. Joaquim Grava. O profissional respondeu perguntas sobre vários temas.

Imagem: Corinthians TV

Para o preparador, a definição do modelo de jogo norteia como será toda a preparação física da equipe. Assim, a preparação física do plantel do Corinthians está sendo baseada especificamente nas ideias de jogo do novo treinador Tiago Nunes, sendo que ele acredita que os desafios serão grandes, com o calendário apertado logo nas primeiras semanas de trabalho.

“Iniciamos, de uma forma onde já desenvolvemos o modelo de jogo desde o primeiro dia e também com as análises, exames, avaliações físicas para que a gente possa ter uma ideia como os jogadores chegaram nesse primeiro momento.”

“Nós vamos ter na terceira semana com micro ciclos de dois jogos por semana e a gente tem a expectativa que isso siga até início de março, principalmente se a gente tiver êxito nos dois playoffs da Libertadores.”

“Acredito que no decorrer dessas duas primeiras semanas, nós vamos desenvolver as questões do modelo de jogo, que já iniciaram, numa situação mais simples para o mais complexo, mas caracterizando treino sempre com muita intensidade. As questões individuais vamos colocar as correções…”

Michel foi abordado sobre as reais diferenças existentes entre os métodos de preparação adotados no Brasil e na Europa, continente o qual atuou recentemente como preparador físico.

“O que difere muito em relação ao Brasil e que também agora tá mudando um pouco aqui esta ideia, que vocês já estão vendo aqui no Corinthians, que é a questão de desenvolver a preparação física através da ideia do treinador ou do modelo de jogo. Não se vê um treino puramente físico no leste europeu ou na Europa, não em todos os clubes, mas nos grandes clubes.”

“Então eu acredito que essa é a grande diferença, a questão metodológica. E aqui no Brasil a gente já vê que isso está mudando, até com essa relação dos estrangeiros virem para cá, dos treinadores também se atualizarem, dos cursos de capacitação da CBF, orientados por profissionais de outras nacionalidades, estes intercâmbios, a própria internet, então isso tudo faz com que o processo de capacitação e atualização dos profissionais cresça.”

Mas o Brasil é referencia em reabilitação e prevenção, já está nesta linha. Acredito que a gente tem muito para crescer aqui ainda e nessa questão metodológica, vamos evoluir mais.”

Michel descarta qualquer tipo de exagero por conta da disputa da Florida Cup, ressaltando o caráter apenas preparatório dos jogos e que muitas alterações ocorrerão nos jogos.

“Na Florida Cup a gente tem como alvo seguir um período de preparação. Não iremos pensando em período de competição, nós ainda estamos em período de preparação e vamos atacar nesse aspecto.”

“É um período de preparação, e em um período de preparação não se pode criar um momento de competição, um microciclo de competição. Provavelmente no primeiro jogo vai ter muitas trocas, eu não posso dizer agora se vai ser 11 trocas, mas com certeza faremos muitas trocas para seguir treinando. Pois se nós fizermos o primeiro jogo contra o New York City, com o time considerado titular ou com os jogadores mais preparados para suportar os noventa minutos, no outro dia já não poderemos treinar.”

Sobre o modelo de jogo em si adotado por Tiago Nunes, que busca propor o jogo com bom volume de ataque, o preparador afirma que faz trabalhos totalmente direcionados, para quando o esquema de jogo exigir determinado esforço, os atletas possam dar o melhor em sua performance.

“Quando tu reconhece um modelo de jogo, uma ideia de jogo, tu tem que subtrair dali, filtrar as informações do modelo de jogo, em cima das valências físicas e aí tu criar o treinamento para que tu possa ter performance.”

Por exemplo, o que nosso modelo de jogo acaba nos dando de demanda? É um time muito veloz, precisamos ter muita velocidade. Então quem está percebendo o trabalho, quem tá acompanhando desde o aquecimento, nós já estamos estimulando velocidade, zonas de velocidade para que quando o Tiago cobre em cima do modelo de jogo, o jogador já está adaptado para fazer aquelas distâncias de velocidade, que são as incidências de maior velocidade no jogo, também.”

“Então, tu precisa conhecer o modelo, interagir com o modelo, pra que tu possa ter a melhor performance. O nosso modelo ataca muito a questão de velocidade, não só na transição, mas também na organização ofensiva, defensiva. Em todos os momentos do jogo tem velocidade.”

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Quando indagado se a preparação física pode se basear em algumas táticas adotadas pelo time do Flamengo na temporada passada, Michel ponderou vários pontos e disse que cada clube tem suas peculiaridades, inclusive, ressaltando que o Timão entra no estadual para vencer.

 “A questão do Flamengo é muito peculiar, porque teve todo um desempenho em cima de um período de cinco meses. Teve também a preparação daquele período de intertemporada da Copa América, e que esse ano não teremos esse período.”

“Acredito que se destacou muito isso, como o Flamengo enfrentou na semifinal na Copa Libertadores o Grêmio, foi muito o oposto, com o Grêmio poupando em outras competições e usando os titulares na libertadores, e o Flamengo rodiziando pouco, em algumas posições fazendo rodízio e tentando botar a maior parte dos jogadores em desempenho de jogo.”

“Eu vejo assim, com o calendário que a gente tem, principalmente para aqueles times que vão disputar todas as competições é muito pesado, são cerca de oitenta jogos no ano. Só que para nós é muito particular, muito peculiar também, o nosso calendário e a nossa preparação, pois nós vamos disputar o Campeonato Paulista para ganhar, nós temos a situação inédita do tetracampeonato (chance de ser campeão novamente), o que para nós é importantíssimo, até para começar bem e deixar todos bem concentrados.”

“Nós temos que pensar no Corinthians, não temos que pensar como foi o Flamengo, e vamos trabalhar em cima do Corinthians, em cima do que os jogadores estão nos dando em termos de resposta de performance e em treinamento. Então, eu realmente não me preocupo com o que acontece em outros clubes.”

Por Redação Central do Timão

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